O Distrito Federal voltou ao nível A na Capacidade de Pagamento (Capag) em meio ao processo de reorganização fiscal conduzido pela gestão da governadora Celina Leão. A melhora do indicador acompanha uma mudança no quadro das contas públicas e leva o governo a projetar um superávit de R$ 3 bilhões até o fim do ano.
A condução técnica desse processo está nas mãos do economista Valdivino de Oliveira, que assumiu a Secretaria de Economia com a missão de recuperar o equilíbrio financeiro do DF. As primeiras medidas concentraram-se no controle das despesas e na ampliação das receitas.
O ponto de partida era desafiador. Em abril, o déficit havia chegado a R$ 1,9 bilhão. Ao mesmo tempo, o governo precisava administrar aproximadamente R$ 4 bilhões em despesas contratadas que não tinham previsão no orçamento.
A partir desse cenário, Celina colocou a recuperação fiscal entre as prioridades da administração. Com Valdivino à frente da equipe econômica, o governo adotou medidas para ajustar o ritmo dos gastos e melhorar a relação entre receitas e compromissos financeiros.
O balanço mais recente mostra uma diferença maior entre arrecadação e despesas. Em 12 meses, entraram R$ 44,79 bilhões nos cofres do DF, diante de R$ 42,08 bilhões em gastos. O resultado representa um saldo positivo de R$ 2,71 bilhões.
Também houve redução na proporção das receitas comprometidas com despesas correntes. O indicador chegou a 93,95%, reforçando a melhora observada pela equipe econômica.
A evolução da Capag de C para A tornou-se outro símbolo da recuperação apresentada pelo governo. A classificação leva em consideração a situação fiscal dos entes públicos e é relevante para operações de crédito com garantia da União.
Com os resultados obtidos, Celina passou a trabalhar com a perspectiva de fechar 2026 com R$ 3 bilhões de superávit. A projeção, caso se confirme, consolidará uma mudança de cenário em relação ao déficit bilionário registrado no primeiro semestre.
Experiência na área fiscal
Para comandar a reorganização, Celina apostou na experiência de Valdivino de Oliveira. Economista e professor da PUC Goiás, o secretário é doutorando em Finanças pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).
Valdivino reúne uma extensa trajetória na administração pública. Ocupou a Secretaria de Fazenda em 11 oportunidades, fez parte da equipe do ex-governador Joaquim Roriz e comandou a Secretaria Municipal da Fazenda de Goiânia antes de retornar ao Governo do Distrito Federal.
Agora, a missão da equipe econômica é sustentar a trajetória de recuperação ao longo dos próximos meses. Para a gestão Celina, chegar a dezembro com as contas no azul significará não apenas superar o déficit encontrado no primeiro semestre, mas também ampliar a capacidade financeira do DF para os próximos desafios da administração.



