Pacientes da rede pública do Distrito Federal que convivem com dificuldades respiratórias passaram a contar com uma nova estratégia de cuidado que vai além do ambiente hospitalar. Desde 25 de fevereiro, a Secretaria de Saúde iniciou a oferta de aparelhos que auxiliam a respiração para uso diretamente nas residências.
Equipamentos como CPAP e BiPAP são destinados a pessoas que precisam de suporte ventilatório de forma contínua ou em determinados períodos do dia, especialmente durante o repouso. A medida busca promover maior estabilidade no quadro clínico e reduzir a necessidade de hospitalizações frequentes.
No Hospital de Apoio de Brasília (HAB), uma das unidades envolvidas na ação, profissionais destacam os reflexos positivos da iniciativa na rotina dos pacientes. “O uso do suporte ventilatório em casa possibilita a continuidade do tratamento mesmo fora da unidade de saúde, inclusive em momentos de maior vulnerabilidade respiratória”, explica o fisioterapeuta Dante Brasil.
Entre os primeiros beneficiados está Maria Antônia da Silva, de 76 anos, diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica. Com acesso ao BiPAP, ela passou a contar com uma alternativa para amenizar o esforço respiratório ao longo do dia e durante o sono. “A expectativa é ter mais conforto quando a respiração fica difícil e conseguir descansar melhor”, relata.
A disponibilização dos aparelhos ocorre por meio de contrato que inclui não apenas a entrega, mas também a manutenção regular e a troca de itens, como máscaras e filtros.
A iniciativa prevê a distribuição de centenas de equipamentos na rede pública, garantindo a continuidade do tratamento sem custos para os pacientes.
Outro diferencial é o acompanhamento remoto. As equipes de saúde podem monitorar o uso dos dispositivos e observar a evolução clínica à distância, o que permite ajustes no tratamento e amplia a segurança no cuidado.
No momento da entrega, os pacientes recebem orientações completas sobre o funcionamento dos aparelhos e a forma correta de utilização.
A identificação de distúrbios respiratórios e do sono costuma ter início nas unidades básicas de saúde, que realizam a avaliação inicial e encaminham para exames específicos, como a polissonografia.
Com base nesses resultados, é possível indicar o suporte ventilatório mais adequado, integrando o tratamento domiciliar ao acompanhamento especializado.


