Profissionais das forças de segurança do Distrito Federal terão um novo mecanismo para buscar proteção diante de casos de assédio, violência ou outras situações que comprometam a integridade no ambiente de trabalho. A criação de um canal exclusivo para esse tipo de denúncia está entre as medidas adotadas pelo GDF para fortalecer a equidade de gênero nas corporações.
A iniciativa faz parte do Plano Integrado de Equidade de Gênero nas Forças de Segurança do DF, oficializado nesta segunda-feira (24) no Diário Oficial do Distrito Federal. A política reúne seis órgãos em torno de ações destinadas à proteção, à valorização profissional e à ampliação dos espaços ocupados por mulheres no setor.
O canal ainda será estruturado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), responsável pela coordenação do serviço. Quando estiver disponível, deverá concentrar diferentes etapas do atendimento, desde o recebimento dos relatos até o acompanhamento dos casos encaminhados para apuração.
A proteção da denunciante é um dos pontos previstos na medida. O serviço deverá preservar informações pessoais, a identidade e a intimidade das pessoas envolvidas. Também haverá acolhimento e mecanismos para resguardar as profissionais de possíveis retaliações após a apresentação da denúncia.
Os relatos passarão por triagem e, de acordo com cada situação, serão enviados às áreas competentes para investigação e adoção das providências necessárias.
Política reúne forças de segurança
O novo plano estabelece uma atuação conjunta da SSP-DF, da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF), da Polícia Militar (PMDF), da Polícia Civil (PCDF), do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e do Departamento de Trânsito (Detran-DF).
A estratégia não se limita ao enfrentamento de episódios de violência ou assédio. Um dos objetivos é reduzir barreiras profissionais e garantir maior igualdade de oportunidades entre homens e mulheres dentro das instituições.
O avanço feminino nos postos de comando também está entre as prioridades. O plano prevê iniciativas para ampliar a presença de mulheres em funções de liderança e fortalecer as condições de desenvolvimento profissional nas diferentes carreiras da segurança pública.
As instituições também deverão trabalhar na construção de ambientes mais seguros e inclusivos, com medidas de prevenção e enfrentamento à discriminação, à violência e ao assédio.
A partir do plano, as ações voltadas às profissionais passam a seguir uma estratégia integrada, com acompanhamento e avaliação dos resultados. O novo canal será uma das ferramentas dessa estrutura e deverá permitir que as denúncias tenham um fluxo definido de acolhimento, encaminhamento e apuração.



