Para um bebê que ainda não pode mamar diretamente no peito da mãe, o leite humano pode fazer toda a diferença durante a internação. No Distrito Federal, uma rede formada por bancos de leite e postos de coleta recebe doações, prepara o alimento e encaminha o leite pasteurizado principalmente para recém-nascidos que precisam de cuidados hospitalares.
A estrutura da Secretaria de Saúde do DF conta atualmente com 14 bancos de leite humano e seis postos de coleta, instalados em unidades públicas e suplementares. Além de garantir o abastecimento para os recém-nascidos internados, os serviços funcionam como pontos de apoio para mulheres que enfrentam dificuldades durante a amamentação.
As equipes acompanham situações que podem tornar o aleitamento mais difícil, como fissuras nos seios, mamas muito cheias e dificuldades na pega do bebê. A orientação profissional busca evitar que esses problemas levem à interrupção da amamentação.
Entre os principais beneficiados pelas doações estão os prematuros e os bebês que nasceram com baixo peso ou apresentam quadros clínicos graves. A distribuição não ocorre de forma indiscriminada: a quantidade e a indicação do leite são definidas pelas equipes responsáveis pelos cuidados neonatais, conforme a necessidade de cada criança.
Como se tornar doadora
Mulheres que estão amamentando e produzem uma quantidade de leite maior do que a necessária para alimentar o próprio filho podem procurar a rede para verificar se estão aptas a doar. É preciso estar em boas condições de saúde e atender aos critérios estabelecidos pelos profissionais, incluindo as regras relacionadas ao uso de medicamentos e outras substâncias.
O primeiro passo é realizar o cadastro. A mulher pode procurar o banco de leite mais próximo ou entrar em contato pelo telefone 160, na opção 4. Também há canais digitais do Governo do Distrito Federal para consultar endereços, horários de funcionamento e a documentação necessária.
Depois de cadastrada, a doadora pode solicitar que o leite seja recolhido em casa. A coleta domiciliar depende da região onde a mulher mora e da disponibilidade das equipes.
Os recipientes utilizados na doação são fornecidos gratuitamente pelos bancos de leite. As profissionais também explicam como fazer a retirada e quais cuidados devem ser adotados para preservar a qualidade do alimento.
Durante a coleta, a orientação é reforçar a higiene das mãos e proteger os cabelos, o nariz e a boca. O leite deve ser colocado em recipiente esterilizado, identificado conforme as instruções da equipe e levado imediatamente ao congelador.
O que acontece com o leite doado
Depois de recolhido, o leite não é encaminhado diretamente aos bebês. Antes disso, passa por uma série de procedimentos para garantir que esteja adequado para consumo.
O material é transportado em condições controladas e analisado pelas equipes. São realizadas etapas de seleção e classificação, além de testes físico-químicos e microbiológicos. O leite aprovado segue para a pasteurização e passa por novas avaliações antes de ser liberado.
Todo o processo permite que o alimento doado chegue com segurança aos recém-nascidos que dependem dele durante a internação.
Com a doação, mães que têm leite excedente conseguem contribuir para o tratamento de outros bebês, enquanto a rede de bancos de leite mantém também o trabalho de orientação e incentivo ao aleitamento materno no DF.



