Cerca de 300 perucas formam um acervo que muda de mãos constantemente no Distrito Federal. As peças são destinadas gratuitamente a pessoas que perderam os cabelos durante tratamentos de saúde e, diante da procura, o estoque precisa ser renovado, em média, a cada dois meses.
O serviço é mantido pela Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília. Mais do que reunir peças prontas para distribuição, o projeto funciona como uma cadeia de solidariedade: recebe cabelos, mobiliza voluntários para a confecção e coloca as perucas à disposição de quem enfrenta os efeitos do tratamento.
O atendimento ocorre diariamente, conforme a demanda, e cada paciente pode receber uma peça. Depois de passar pelo cadastro, a pessoa conhece o acervo e escolhe entre os tamanhos, cores e modelos disponíveis naquele momento.
Para ter acesso ao serviço, é preciso apresentar documento de identificação com foto e relatório médico atualizado, emitido nos últimos seis meses. A prioridade é atender pacientes que já tenham perdido os cabelos.
O cadastro é feito na Sala de Acolhimento da Rede Feminina, instalada no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), no Corredor 5. É a partir dali que o paciente é encaminhado para a escolha da peruca.
A reposição frequente do estoque depende das doações. Para que uma mecha possa ser aproveitada, ela deve ter pelo menos 20 centímetros. A orientação é prender os fios antes do corte e entregá-los secos, dentro de um saco ou envelope. Cabelos tingidos ou que tenham passado por procedimentos químicos também são aceitos.
As doações são recebidas das 8h30 às 12h e das 13h às 16h. Como os dias de funcionamento podem variar, a recomendação é confirmar previamente o atendimento pelo telefone (61) 3364-5467.
Mas cabelo não é a única forma de colaborar. A oficina precisa de telas, linhas de náilon ou de tecelagem, silicone adesivo selante, tecido voil, xampu e condicionador para manter a produção.
Também há espaço para quem prefere doar tempo. A Rede Feminina procura novos voluntários para atuar na confecção das peças e oferece capacitação aos interessados.
O trabalho desenvolvido pela instituição ainda inclui a produção de próteses mamárias, a distribuição de toucas e lenços e os serviços de corte de cabelo e barba. No banco de perucas, porém, a dinâmica é particularmente rápida: enquanto uma peça deixa o acervo com uma paciente, novas doações precisam chegar para que outra possa ocupar o lugar.



