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Viver 60+ amplia atuação no DF com nova unidade no Lago Sul

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O aumento da população idosa no Distrito Federal tem impulsionado a criação e a expansão de políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável. Como parte desse movimento, o Governo do Distrito Federal inaugura nesta quarta-feira (3) uma nova unidade do programa Viver 60+ no Lago Sul, ampliando a rede de atendimento destinada a pessoas com 60 anos ou mais.

A abertura do espaço coincide com o início da programação do Junho Violeta, campanha nacional que busca conscientizar a população sobre a importância do combate à violência contra a pessoa idosa e da promoção de seus direitos.

Instalada na Administração Regional do Lago Sul, a nova unidade passa a integrar uma rede que já atende mais de 15 mil participantes em diferentes regiões administrativas. Com a inauguração, o programa alcança a marca de 48 polos em funcionamento no Distrito Federal.

A programação de abertura prevê uma palestra da médica geriatra Poliany Ribeiro Souza, especialista em Medicina do Estilo de Vida, que abordará temas relacionados à longevidade, à prevenção de doenças e à manutenção da autonomia na terceira idade.

Durante todo o mês de junho, os polos do Viver 60+ receberão atividades especiais voltadas à conscientização, ao bem-estar e à integração social. Estão previstas palestras, encontros educativos, caminhadas, momentos de convivência e ações de incentivo à participação ativa dos idosos na comunidade.

A iniciativa ganha relevância diante das mudanças no perfil populacional do DF. Dados do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) indicam que cerca de 200 mil moradores da capital já têm mais de 60 anos. As projeções apontam que esse grupo continuará crescendo nos próximos anos, tornando cada vez mais necessária a ampliação de serviços e programas específicos.

Segundo a subsecretária de Políticas para a Pessoa Idosa da Sejus-DF, Dolores Ferreira, o Junho Violeta representa uma oportunidade para fortalecer a conscientização coletiva sobre o envelhecimento. “O respeito à pessoa idosa deve ser uma prática permanente da sociedade. Quando criamos espaços de convivência e participação, contribuímos para que os idosos mantenham sua autonomia, fortaleçam vínculos e tenham seus direitos valorizados”, destacou.

O secretário de Justiça e Cidadania interino, Jaime Santana, afirma que o avanço das políticas públicas para esse público acompanha uma realidade que já se faz presente no Distrito Federal. “O envelhecimento da população exige planejamento e investimentos contínuos. O Viver 60+ tem mostrado resultados importantes ao oferecer atividades que promovem saúde, integração e qualidade de vida, chegando cada vez mais perto das comunidades”, ressaltou.

Criado em 2024 pela Sejus-DF e transformado em programa permanente de governo neste ano, o Viver 60+ oferece gratuitamente atividades físicas, recreativas e culturais. A proposta é estimular hábitos saudáveis, ampliar a convivência social e combater o isolamento, um dos desafios enfrentados por parte da população idosa.

Além de aulas de dança, alongamento e caminhadas, os participantes podem participar de passeios culturais, visitas a pontos turísticos, atividades em parques e outras ações voltadas à socialização e ao fortalecimento da autoestima.

Com a chegada ao Lago Sul, o programa amplia sua cobertura territorial e reforça o compromisso do Distrito Federal com a promoção da qualidade de vida e da cidadania na terceira idade.

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