A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Região Leste (HRL) entrou para o seleto grupo de serviços de alto desempenho do país ao conquistar a certificação UTI Eficiente, concedida a unidades que combinam qualidade assistencial com uso racional de recursos. O reconhecimento coloca a unidade como a única da rede pública do Distrito Federal a alcançar o selo na mais recente avaliação.
A chancela é resultado do programa UTIs Brasileiras, desenvolvido pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), em parceria com a Epimed Solutions, que monitora indicadores clínicos e operacionais de UTIs em todo o país. A certificação destaca estruturas que conseguem entregar melhores desfechos aos pacientes críticos, com eficiência na gestão.
No ciclo mais recente, cerca de 800 hospitais tiveram dados analisados. Desses, 332 apresentaram desempenho de destaque, sendo 115 classificados como UTI Eficiente. O levantamento também mostra avanço da rede pública entre as unidades reconhecidas, com crescimento de 29,3% na participação de hospitais vinculados ao SUS, que passaram de 58 para 75.
No HRL, o resultado é atribuído a uma rotina baseada na integração entre equipes e na padronização de condutas. A UTI opera com profissionais de diferentes áreas atuando de forma coordenada, o que fortalece a tomada de decisão clínica e aumenta a segurança no atendimento.
A superintendente da Região de Saúde Leste, Maria de Lourdes Castelo Branco, avalia que a certificação consolida o trabalho desenvolvido na unidade. Segundo ela, o reconhecimento evidencia o empenho coletivo em garantir assistência qualificada aos pacientes do SUS, com foco permanente em resultados.
Responsável pela UTI, o médico Sidney Sotero aponta que o ambiente de cooperação entre os profissionais foi determinante para a conquista. Ele explica que a equipe mantém processos contínuos de revisão de práticas e protocolos, o que sustenta a evolução dos indicadores assistenciais ao longo do tempo.
A estrutura conta com dez leitos, incluindo quatro voltados ao pós-operatório de cirurgias eletivas, com destaque para procedimentos de maior complexidade, como intervenções na coluna — área em que o hospital se tornou referência no Centro-Oeste.
Entre os parâmetros avaliados está a mortalidade ajustada, indicador que leva em conta o risco clínico dos pacientes. Na unidade, o índice gira em torno de 0,5, desempenho considerado positivo dentro dos padrões analisados. Na prática, isso indica que os resultados obtidos superam a expectativa estatística para casos de maior gravidade.
Criado em 2015, o UTIs Brasileiras reúne um dos maiores bancos de dados epidemiológicos sobre terapia intensiva no mundo. A base permite acompanhar taxas de ocupação, perfil dos pacientes, evolução clínica e resultados assistenciais, contribuindo para o aprimoramento das UTIs em todo o país.


