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Usuários do transporte coletivo participam de pesquisa inédita sobre mobilidade no Distrito Federal

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A opinião de quem utiliza os ônibus diariamente no Distrito Federal será o ponto de partida para um novo diagnóstico sobre a qualidade do transporte coletivo. Uma pesquisa iniciada nesta semana pretende reunir informações sobre a experiência dos passageiros e contribuir para o aprimoramento dos serviços prestados em todo o sistema.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) e a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF). Durante os próximos 30 dias, pesquisadores identificados percorrerão linhas de ônibus em diferentes regiões do DF para entrevistar usuários durante as viagens.

O levantamento alcançará todas as bacias operacionais do Sistema de Transporte Público Coletivo (STPC), incluindo o Plano Piloto e as demais regiões administrativas. As entrevistas serão realizadas em dias úteis e fins de semana, nos períodos da manhã, da tarde e da noite, abrangendo tanto horários de maior movimento quanto momentos de menor fluxo de passageiros.

Entre os aspectos avaliados estarão a regularidade das viagens, o tempo de deslocamento, a lotação dos veículos, as condições de limpeza e conservação dos ônibus, além da segurança e da acessibilidade oferecidas pelo sistema.

A secretária de Transporte e Mobilidade, Sandra Holanda, destacou a importância da participação dos usuários no processo de avaliação. “A pesquisa atende às exigências legais e aos instrumentos que orientam a gestão do transporte público, além de reforçar a participação da população na análise da qualidade dos serviços oferecidos. O levantamento também está alinhado ao Índice de Qualidade do Transporte, criado para acompanhar o desempenho do sistema”, afirmou.

Além da análise sobre a qualidade do serviço, o estudo também buscará compreender o perfil dos deslocamentos realizados pelos passageiros. Os entrevistados responderão a perguntas relacionadas à frequência de uso dos ônibus, às formas de pagamento, à integração tarifária, à quantidade de veículos utilizados até o destino final e à finalidade das viagens.

Outro foco da pesquisa será o acesso às ferramentas de informação disponibilizadas pelo sistema, como o aplicativo DF no Ponto. Os usuários também poderão avaliar estruturas de apoio ao transporte coletivo, incluindo terminais rodoviários, pontos de parada e a Rodoviária do Plano Piloto.

Responsável pela metodologia do estudo, o IPEDF definiu uma amostra capaz de representar diferentes realidades do transporte público no Distrito Federal. Segundo o diretor-presidente do instituto, Manoel Clementino, a qualidade dos dados será fundamental para orientar futuras ações na área de mobilidade. “Nosso trabalho é garantir que a pesquisa reflita de forma fiel a realidade vivida pelos passageiros em diferentes regiões, horários e linhas. As informações coletadas serão fundamentais para apoiar decisões e aperfeiçoar as políticas de mobilidade urbana no Distrito Federal”, ressaltou.

A expectativa é realizar 3.768 entrevistas distribuídas em 1.546 viagens e mais de 700 linhas de ônibus. Após a conclusão da etapa de campo, os dados serão processados e transformados em indicadores que auxiliarão o monitoramento da qualidade do serviço.

Sandra Holanda destacou que a pesquisa integra uma determinação da governadora Celina Leão voltada ao fortalecimento da gestão do transporte público. “A orientação da governadora foi ouvir diretamente os usuários do sistema para compreender sua percepção sobre os serviços prestados e fortalecer os mecanismos de acompanhamento e fiscalização. Ao longo dos próximos 30 dias, equipes estarão a bordo dos ônibus em todas as regiões do DF realizando esse trabalho”, explicou.

Esta é a primeira pesquisa de satisfação realizada dentro das diretrizes do Índice de Qualidade do Transporte (IQT). A previsão é que uma nova rodada de entrevistas seja feita em novembro para validar os resultados obtidos. A partir de 2027, a expectativa é que o levantamento passe a ocorrer anualmente.

Para Manoel Clementino, a participação dos passageiros será decisiva para a construção de um retrato fiel do sistema. “A contribuição dos usuários é indispensável para identificar os principais desafios do transporte coletivo e apontar oportunidades de aprimoramento. Quanto maior for o engajamento da população, mais consistente será o diagnóstico e mais eficazes poderão ser as medidas adotadas”, concluiu.

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