O esquema de segurança montado para o Carnaval de 2026 no Distrito Federal foi avaliado de forma positiva pela Secretaria de Segurança Pública. Em entrevista ao programa CB.Poder, o titular da pasta, Sandro Avelar, destacou que a atuação integrada das forças de segurança buscou garantir que a população pudesse participar das festividades com sensação de proteção e presença efetiva do Estado.
Segundo ele, a prioridade foi estruturar um modelo de atuação capaz de oferecer respostas rápidas e visíveis. “Nosso foco foi assegurar que as pessoas se sentissem amparadas pelas forças de segurança durante os eventos”, afirmou.
A estratégia envolveu Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Detran, em operações distribuídas desde os pontos de acesso até o entorno dos blocos.
Entre os registros feitos ao longo do período, os furtos de celulares concentraram a maior parte das ocorrências. De acordo com o secretário, esse tipo de crime respondeu por cerca de 70% dos casos notificados. Para enfrentar o problema, além das campanhas de orientação ao público, novas medidas foram testadas neste ano.
“É importante que as pessoas evitem deixar o celular exposto ou guardado em locais de fácil acesso, como o bolso traseiro”, pontuou.
Ele também mencionou a adoção de revistas na saída dos blocos, realizadas de forma experimental. “Além das abordagens nos acessos, decidimos testar verificações também na dispersão do público. Esse controle acabou levando muitos aparelhos furtados a serem abandonados antes mesmo de qualquer abordagem”, explicou.
Avelar ainda comentou episódios de violência ocorridos fora do ambiente festivo, envolvendo confrontos entre jovens que terminaram em mortes. Para ele, esses casos revelam desafios que vão além da atuação policial. “Segurança pública não se constrói apenas com presença nas ruas. Existe uma dimensão cultural que precisa ser trabalhada, e isso passa diretamente pela educação e pela responsabilidade coletiva”, observou.
Segundo o secretário, mudanças de comportamento são fundamentais para reduzir situações que evoluem para a violência.
Outro tema abordado foi a ocorrência envolvendo o deputado distrital Fábio Félix durante uma ação policial em um bloco carnavalesco. O secretário informou que a situação será investigada, mas indicou que as primeiras avaliações não apontam irregularidades na conduta dos agentes.
“Os policiais estavam posicionados em formação, atuando dentro de um procedimento em andamento. Não houve deslocamento em direção ao parlamentar; foi ele quem se aproximou da linha policial para questionar a prisão realizada”, afirmou.
Avelar explicou que a abordagem teve origem após um cão farejador indicar a possível presença de entorpecentes. “A detenção foi considerada legal. Durante a condução dos envolvidos, houve tentativa de interferência por parte de uma organizadora do evento, que acabou sendo detida por desobediência”, relatou.
Para o secretário, a apuração permitirá esclarecer todos os detalhes do episódio, mas o cenário inicial indica que a atuação seguiu os protocolos. “Se houver qualquer questionamento, ele será tratado dentro dos mecanismos institucionais adequados”, concluiu.


