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Carreta da mamografia atende mulheres no DF e acelera diagnóstico do câncer de mama

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O diagnóstico tardio do câncer de mama ainda é uma realidade para muitas mulheres no Distrito Federal, e histórias como a da aposentada Valmira Costa, de 72 anos, mostram o tamanho do risco. Moradora do Riacho Fundo, ela descobriu a doença em estágio avançado após ignorar sinais iniciais. O tratamento exigiu a retirada total da mama, além de ciclos de quimioterapia e dezenas de sessões de radioterapia. Hoje, 20 anos depois, já curada, ela usa a própria experiência para reforçar um recado direto: detectar cedo pode salvar vidas.

A tentativa de evitar que casos como o dela se repitam tem levado ações de saúde para locais de grande circulação. Um exemplo é a carreta da mamografia instalada na Rodoviária do Plano Piloto, que oferece exames gratuitos e amplia o acesso ao diagnóstico precoce. A iniciativa é da Fundação Laço Rosa, em parceria com a Secretaria da Mulher do DF.

Para Valmira, o maior erro foi ter deixado o cuidado com a própria saúde em segundo plano. “Acabei não dando atenção aos exames de rotina. Quando percebi aquele sinal, achei que não era nada, mas a situação já estava avançada e precisei passar por um tratamento muito pesado”, relata. Hoje, ela reforça o alerta: “A mulher costuma se colocar por último, mas isso pode custar caro. Fazer os exames no tempo certo faz toda a diferença”.

A estratégia da ação aposta justamente na facilidade de acesso. As interessadas podem se cadastrar previamente pela internet, garantindo o agendamento do exame. Após a realização, os resultados e as orientações são enviados diretamente pelo WhatsApp, reduzindo etapas e tornando o processo mais ágil.

A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destaca que aproximar o serviço da população é essencial para ampliar o alcance da prevenção. “Quando levamos esse tipo de atendimento para perto das mulheres, conseguimos alcançar quem muitas vezes não teria acesso. Já realizamos outras edições com grande adesão, e esse modelo facilita desde o agendamento até o recebimento do resultado”, explica.

Os exames passam por análise técnica e, quando necessário, as pacientes são direcionadas para acompanhamento dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), assegurando continuidade no cuidado. O prazo para liberação dos laudos é de até oito dias.

Nesta etapa, a expectativa da Fundação Laço Rosa é atender cerca de 400 mulheres em Brasília. A presidente da instituição, Marcelle Medeiros, ressalta o impacto da iniciativa. “Nosso objetivo é ampliar o alcance desse tipo de ação. Quando o diagnóstico acontece cedo, as chances de tratamento bem-sucedido aumentam muito, e é isso que nos motiva a seguir expandindo o projeto”, afirma.

A unidade móvel iniciou os atendimentos em 10 de abril, na Cidade Estrutural, seguiu para o Parque da Cidade e encerrou a programação na Rodoviária do Plano Piloto. O público-alvo incluiu mulheres a partir de 40 anos que utilizam o SUS e não realizaram mamografia no último ano. Também foram atendidas mulheres mais jovens, desde que apresentassem pedido médico ou indicação clínica.

A ação reforça um ponto central no enfrentamento ao câncer de mama: quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de tratamento eficaz e de recuperação.

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