O deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) classificou como “lamentável e abusiva” a postura do colega Fábio Félix (PSOL) durante uma ocorrência da Polícia Militar no Bloco Rebu, realizado no Setor Comercial Sul, em Brasília, na segunda-feira de Carnaval (16).
Segundo relatos divulgados por veículos de comunicação e pela própria Polícia Militar do Distrito Federal, a confusão começou após cães farejadores identificarem entorpecentes em uma tenda do evento. Dois suspeitos teriam sido flagrados com drogas, dando início à abordagem policial.
Tentativa de interferência
Durante a ação, uma coordenadora do bloco teria tentado impedir o procedimento, sendo conduzida sob acusação de desacato e obstrução. Foi nesse momento que Fábio Félix se aproximou da ocorrência, alegando arbitrariedade na atuação dos agentes.
De acordo com as informações registradas, o parlamentar acabou atingido por spray de pimenta durante o tumulto. Em seguida, anunciou voz de prisão contra um policial militar, apresentando-se como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
A atitude gerou forte reação de Roosevelt Vilela, que usou as redes sociais para criticar a conduta do colega.
“Aquela famosa frase ‘você sabe com quem está falando?’ parece ter ganhado vida, desta vez na figura de um deputado distrital”, afirmou.
O deputado do PL declarou que, ao invés de apoiar o trabalho policial, Félix teria tentado obstruir a ação, classificando a postura como inadequada e prejudicial à ordem institucional.
“Essa atitude, além de inapropriada, expõe uma falta de respeito pelas leis que todos nós devemos respeitar, independente de cargo ou posição”, destacou.
Responsabilidade institucional
Roosevelt reconheceu que o parlamentar do PSOL tem o direito de registrar sua versão dos fatos na delegacia e solicitar providências formais. No entanto, ponderou que agentes públicos também devem responder por seus atos.
Para ele, episódios como esse exigem reflexão sobre o papel das autoridades eleitas em situações de tensão pública.
“É crucial que figuras públicas atuem de maneira a fortalecer a confiança nas instituições e não a comprometer a segurança coletiva”, pontuou.
O distrital do PL ainda parabenizou a Polícia Militar pelo que classificou como atuação profissional e moderada durante a ocorrência.
Clima de tensão política
O episódio adiciona um novo capítulo às divergências ideológicas recorrentes entre parlamentares de espectros distintos na Câmara Legislativa do DF. O embate entre defesa institucional das forças de segurança e atuação parlamentar em nome dos direitos humanos voltou ao centro do debate público em meio às festividades de Carnaval.
A expectativa é que o caso seja analisado formalmente pelas instâncias competentes, tanto no âmbito policial quanto legislativo.


