Um homem suspeito de aplicar golpes que causaram prejuízos a clínicas de cardiologia em diversos estados foi preso preventivamente e transferido para o Distrito Federal na última segunda-feira (16), durante a Operação Pulso Falso, conduzida pela Polícia Civil do DF.
As investigações indicam que o suspeito se passava por paciente para retirar equipamentos médicos de alto valor e não devolvê-los após o prazo previsto para a realização dos exames.
De acordo com a PCDF, ele agendava procedimentos comuns de monitoramento cardíaco e deixava as unidades utilizando aparelhos como MAPA e Holter — dispositivos que normalmente permanecem com o paciente por cerca de 24 horas para coleta de dados clínicos. Após o período, no entanto, não retornava às clínicas, provocando o desaparecimento dos equipamentos, cujo valor pode chegar a R$ 23 mil por unidade.
As apurações apontam que o esquema teve início no Distrito Federal e, posteriormente, foi replicado em outros estados, como Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e Pará. A suspeita é de que o investigado tenha adotado o mesmo modo de atuação em diferentes localidades, aproveitando-se da rotina dos atendimentos para obter acesso aos dispositivos sem levantar suspeitas imediatas.
O mandado de prisão foi cumprido pela Polícia Civil do Pará. Durante a ação, foram apreendidos celulares e o passaporte do investigado. A Justiça também autorizou o acesso ao conteúdo dos dispositivos, que poderá contribuir para a identificação de eventuais receptadores e de outras pessoas que tenham participado do esquema.
Após a prisão, o suspeito foi transferido para Brasília em aeronave do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal e permanece custodiado na carceragem da PCDF, à disposição da Justiça.
As investigações seguem sob responsabilidade da 12ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte, com foco na recuperação dos equipamentos e na identificação de possíveis desdobramentos da fraude.



