Sem discursos vazios ou gestos de efeito, Renata Daguiar vem construindo, no Distrito Federal, uma trajetória que chama a atenção do meio político pela combinação rara entre técnica, sensibilidade social e capacidade de execução. Auditora federal de Finanças e Controle do Tesouro Nacional, ela chegou a Brasília em 2014, mas foi a partir de 2017, com a criação do Instituto Reciclando o Futuro, que seu nome passou a ganhar densidade fora dos gabinetes.
A atuação inicial, voltada aos catadores do antigo Lixão da Estrutural, evoluiu para uma rede estruturada de projetos sociais que já impactaram mais de 40 mil pessoas. O resultado não foi apenas social, mas também político: presença territorial, reconhecimento comunitário e legitimidade construída a partir de entregas mensuráveis.
Hoje, como subsecretária de Promoção das Mulheres da Secretaria da Mulher do DF, Renata ampliou esse alcance por meio da máquina pública, transformando pautas historicamente tratadas de forma periférica em políticas com orçamento, metas e acompanhamento. A criação da Loja Colaborativa Cerrado Feminino, na Feira da Torre de TV, é um exemplo claro dessa mudança de lógica: empreendedorismo feminino tratado como política de desenvolvimento econômico e não apenas como ação assistencial.
Programas como o Realize com Pipoca e o Sempre por Elas nas Cidades reforçam essa leitura. Ao levar serviços, acolhimento e orientação diretamente às regiões administrativas, a subsecretaria passou a atuar de forma descentralizada, ampliando a presença do Estado onde ele historicamente chega com atraso — um movimento que, inevitavelmente, também gera capital político.

Mesmo oficialmente afastada da gestão do Reciclando o Futuro, Renata acompanhou de perto a expansão do instituto, que abriu novas unidades em regiões de alta vulnerabilidade, como Riacho Fundo II e Candangolândia, além de ampliar atendimentos na Estrutural e em Samambaia. Outras duas unidades começam a operar em janeiro de 2026, ampliando ainda mais a capilaridade da iniciativa.
Outro dado que pesa no debate público é o resultado do Capacita DF, cursinho gratuito que já contribuiu para a aprovação de cerca de 400 alunos em concursos públicos — um número que reforça a eficácia de políticas focadas em educação como vetor de mobilidade social.
Na área da saúde, a articulação que viabilizou o DIU Social — garantindo mensalmente o acesso de mulheres vulneráveis ao planejamento familiar — adiciona uma camada estratégica à sua atuação, ao tratar autonomia feminina como política de Estado, não como pauta episódica.
Nos bastidores, aliados e observadores atentos já enxergam em Renata Daguiar um perfil que transita com naturalidade entre gestão e política. Sem assumir discursos eleitorais explícitos, sua atuação prática começa a posicionar seu nome como parte do debate sobre os próximos ciclos administrativos do DF.
“Nossa meta é seguir ampliando direitos sociais e garantindo que o Estado chegue onde é mais necessário. Vou continuar trabalhando para que educação, esporte, proteção social e autonomia sejam instrumentos reais de transformação”,
Em um cenário político cada vez mais carente de resultados concretos, Renata Daguiar constrói seu espaço não pelo marketing, mas pela entrega — um ativo que, em tempos eleitorais, costuma falar mais alto do que qualquer discurso.


