Os profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde em Santa Maria e no Gama passaram a circular com um novo padrão visual. Agentes comunitários de saúde dessas regiões agora utilizam uniformes padronizados em azul e branco, medida que passa a valer para toda a Região de Saúde Sul do Distrito Federal e tem como principal objetivo tornar mais clara a identificação dos servidores junto à população atendida pelo SUS.
A iniciativa busca organizar o atendimento nos territórios e fortalecer a presença das equipes de saúde nas comunidades. Para a gestão regional, a identificação visual facilita a comunicação entre usuários e profissionais e contribui para um atendimento mais eficiente. De acordo com o superintendente da Região de Saúde Sul, Willy Pereira da Silva Filho, a padronização ajuda o cidadão a reconhecer quem faz parte da rede pública de saúde. “Quando o profissional está identificado, o usuário sabe com quem falar, para onde direcionar dúvidas e demandas. Isso torna o atendimento mais rápido e melhora o acolhimento”, avalia.
Quem está nas ruas todos os dias também percebe a diferença. O agente comunitário de saúde Kelvin de Souza conta que o uniforme reduz situações de desconfiança e facilita o trabalho nas visitas domiciliares. “Sem identificação, muitas vezes as pessoas ficam receosas ou nos confundem. Com uniforme e crachá, o acesso é mais tranquilo e a conversa flui melhor”, relata.
Os agentes comunitários de saúde são responsáveis por acompanhar famílias, orientar moradores e fazer a ponte entre a comunidade e as unidades básicas. Por isso, o conjunto de vestimentas foi pensado para as condições do trabalho diário, incluindo camiseta com proteção térmica, chapéu com cobertura para o pescoço e colete. Esse último item também será utilizado pelos profissionais do Núcleo de Vigilância Epidemiológica.
A padronização não se restringe aos ACSs. Outros servidores das unidades básicas da Região de Saúde Sul também passarão a receber uniformes. Estão em fase de produção as camisetas destinadas a profissionais de áreas administrativas, como farmácia e logística de insumos, além de jalecos identificados para as categorias assistenciais. A entrega desse material está prevista ainda para este mês.
Os uniformes foram adquiridos com recursos do Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde (PDPAS), mecanismo que permite às unidades maior autonomia na gestão de despesas operacionais. Para a confecção de mais de 3,3 mil peças, o investimento foi de aproximadamente R$ 142 mil. Cada trabalhador recebe um kit compatível com sua função, com recomendação de uso durante toda a jornada de trabalho.


