O planejamento financeiro do Distrito Federal para o próximo ano prevê cerca de R$ 80,1 bilhões em recursos para a administração que assumir o Palácio do Buriti. A estimativa consta do Projeto de Lei Orçamentária Anual e considera diferentes fontes de financiamento do governo local.
A maior fatia fora do Fundo Constitucional está concentrada nos orçamentos Fiscal e da Seguridade Social. Juntos, eles alcançam R$ 48,021 bilhões. A previsão indica que R$ 35,207 bilhões sairão do Tesouro, enquanto R$ 12,814 bilhões terão origem em outras fontes.
Outro R$ 1,776 bilhão está reservado para investimentos das empresas estatais não dependentes. Esse valor, somado aos demais recursos previstos na proposta, ajuda a formar o volume financeiro projetado para o Distrito Federal.
O Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), por sua vez, responde por aproximadamente R$ 30,3 bilhões. Os recursos têm destinação definida e são utilizados no financiamento de áreas como segurança pública, saúde e educação.
Diferentemente de outras receitas, os recursos do Fundo Constitucional estão vinculados às finalidades estabelecidas em lei. Isso significa que o governo não poderá direcionar livremente esses valores para despesas diferentes daquelas previstas para cada área.
Apesar da projeção de R$ 80,1 bilhões, o orçamento ainda poderá passar por mudanças. O PL nº 2.487/2026 está em análise na Câmara Legislativa do Distrito Federal, e os deputados distritais poderão apresentar emendas ao texto durante a tramitação.
A definição dos números ocorrerá após a conclusão da análise legislativa. A proposta precisa ser votada e seguir para sanção até 15 de dezembro, quando termina o período legislativo. A partir daí, ficará estabelecida a programação orçamentária que orientará a administração do DF no próximo exercício.



