O Governo do Distrito Federal iniciou testes de um novo modelo de vigilância eletrônica em passagens subterrâneas do Plano Piloto, com foco em ampliar a segurança de pedestres e reduzir situações de risco nesses espaços. A iniciativa reúne esforços da Secretaria de Segurança Pública e da Novacap e faz parte de uma estratégia mais ampla de prevenção à criminalidade por meio do uso de tecnologia.
Nesta fase experimental, quatro passagens estão sendo contempladas: uma na Asa Norte e três na Asa Sul. A primeira a entrar em funcionamento fica entre as quadras 103 e 203 da Asa Norte, onde foram instaladas quatro câmeras integradas ao sistema central da segurança pública.
De acordo com o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, a proposta vai além do monitoramento por imagem. “A ideia é transformar áreas sensíveis da cidade em espaços mais protegidos e organizados. As passagens subterrâneas são essenciais para a mobilidade e precisam oferecer tranquilidade a quem passa por elas. O projeto serve para testar soluções e preparar uma ampliação futura”, afirmou.
Na Asa Sul, três passagens já receberam os equipamentos, totalizando 12 câmeras distribuídas nos acessos das quadras 101/201, 103/203 e 105/205. Os dispositivos aguardam apenas a ligação elétrica para iniciar a transmissão das imagens.
Cada estrutura conta com quatro câmeras posicionadas para cobrir corredores e principais pontos de entrada. O monitoramento será realizado de forma integrada pelos centros operacionais da Secretaria de Segurança Pública, da Novacap e pelo Centro Integrado de Operações de Brasília, o que permitirá resposta mais rápida das forças de segurança sempre que necessário.
Para garantir a continuidade do projeto, os órgãos envolvidos trabalham na formalização de um acordo de cooperação técnica que vai definir responsabilidades permanentes, incluindo vigilância, manutenção dos equipamentos e ações de prevenção à depredação dos espaços.
Segundo o presidente da Novacap, Fernando Leite, a iniciativa envolve um conjunto de melhorias estruturais. “Não se trata apenas de instalar câmeras. Há um esforço para reforçar a iluminação, recuperar pisos, substituir grelhas danificadas e manter esses locais limpos e conservados, para que a população volte a utilizá-los com confiança”, explicou.
As intervenções seguem os princípios da política de Prevenção Criminal pelo Desenho do Ambiente, adotada oficialmente pelo Distrito Federal neste ano. A metodologia orienta mudanças urbanas voltadas à redução de áreas vulneráveis e à reorganização dos espaços públicos como forma de inibir práticas criminosas.
Para Sandro Avelar, a proposta representa uma mudança na forma de atuar da segurança pública. “Estamos trabalhando antes que o crime aconteça, reorganizando os ambientes urbanos e usando evidências para orientar decisões. Isso fortalece a proteção da população e amplia a sensação de segurança de forma permanente”, concluiu.


