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Governo do DF fortalece rede oncológica e reduz filas de atendimento

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O diagnóstico de câncer de mama mudou radicalmente a rotina de Cristiane Rosa, de 47 anos. A confirmação da doença ocorreu em abril de 2022 e, ainda naquele ano, ela iniciou o tratamento. Em 2023, passou por mastectomia com reconstrução imediata na rede pública de saúde. Desde então, segue em acompanhamento periódico e avalia que o acesso aos serviços especializados se tornou mais ágil.

Cristiane é uma das pacientes atendidas pelo programa “O câncer não espera. O GDF também não”, criado para reduzir o tempo entre a primeira consulta, a realização de exames e o início do tratamento. Para quem precisa de monitoramento frequente, a rapidez no agendamento faz diferença no dia a dia.

“Depois que passei a ser atendida pelo programa, ficou muito mais fácil marcar meus exames. São procedimentos delicados e, mesmo assim, consigo agenda em menos tempo. Isso me deixa mais tranquila para continuar cuidando da minha saúde”, relata.

A iniciativa fortaleceu a estrutura de atendimento oncológico em todas as regiões do Distrito Federal e passou a incluir também moradores do Entorno que tenham diagnóstico confirmado. Os tipos de câncer mais recorrentes entre os pacientes atendidos são os de próstata, mama, cólon e pulmão, com maior incidência na faixa etária entre 55 e 70 anos.

Além de ampliar a capacidade de atendimento, o programa reorganizou o fluxo dos pacientes dentro da rede pública. A proposta é evitar que pessoas com diagnóstico confirmado fiquem aguardando longos períodos entre uma etapa e outra do tratamento. O modelo integra a atenção básica, a Central de Regulação e as unidades hospitalares habilitadas para oncologia.

O percurso do paciente começa com a inserção na fila de regulação para a primeira consulta. Em seguida, a Central de Regulação do DF entra em contato e encaminha para a triagem oncológica. A partir dessa avaliação inicial, o paciente é direcionado para uma das unidades especializadas, conforme o perfil clínico de cada caso.

Segundo o secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Lacerda, a estratégia busca garantir continuidade no cuidado e evitar que o paciente seja perdido no sistema durante o processo de diagnóstico e tratamento. “O objetivo é assegurar que o paciente não fique parado aguardando vagas. Desde o primeiro contato, ele recebe orientação, é encaminhado para a unidade adequada e acompanhado até o início do tratamento”, afirma.

Durante todo o processo, não há interrupção no acompanhamento. Equipes multiprofissionais monitoram o paciente em todas as etapas, desde a realização dos exames até procedimentos como cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Após a fase intensiva, o cuidado segue articulado com a Unidade Básica de Saúde (UBS), de acordo com a evolução clínica.

Para Cristiane, a organização do sistema representa mais segurança. “Saber que não vou ficar meses esperando por um exame ou por uma consulta me dá mais força para continuar enfrentando o tratamento”, conclui.

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