A atuação do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) voltou a se concentrar em Águas Claras na noite da última terça-feira (17), durante mais uma edição da operação Sossego. Em duas horas de fiscalização, entre 21h e 23h, agentes abordaram motociclistas e identificaram uma série de irregularidades que colocam em risco a segurança no trânsito e ampliam as queixas de poluição sonora na região.
Ao todo, 160 condutores foram parados. O resultado da operação expôs um cenário preocupante, com infrações que vão desde problemas estruturais nos veículos até situações mais graves, como motoristas sem habilitação.
O coordenador de Policiamento e Fiscalização de Trânsito da região Oeste, Wesley Cavalcante, afirmou que o nível das irregularidades chamou a atenção das equipes. Segundo ele, a quantidade de infrações encontradas foi acima do esperado, incluindo pessoas conduzindo sem permissão legal e motocicletas em condições inadequadas de circulação.
Ele também destacou que modificações em itens como escapamento e iluminação comprometem tanto a segurança quanto o conforto da população, principalmente pelo excesso de ruído. “Nos deparamos com um volume de irregularidades que surpreendeu a equipe. Havia condutores sem habilitação, que não poderiam estar pilotando, e motos em desacordo com as exigências básicas de segurança”, afirmou.
“Alterações em componentes como escapamento e iluminação não são apenas infrações: elas aumentam o risco nas vias e ainda geram transtornos à população por causa do barulho excessivo”, acrescentou.
Entre os registros da operação, 14 motocicletas estavam com escapamentos adulterados, gerando ruídos acima do permitido. Também foram flagrados quatro condutores inabilitados e outros seis com a Carteira Nacional de Habilitação vencida há mais de 30 dias.
Além disso, seis motos circulavam com iluminação irregular, quatro sem retrovisores, duas com placas ilegíveis e duas com pneus em estado de desgaste. Ao todo, oito motocicletas foram recolhidas ao depósito.
Um dos casos mais graves envolveu uma motocicleta com indícios de adulteração. O veículo, que já apresentava irregularidade no escapamento, também tinha divergência entre a numeração do chassi e a placa. Após verificação, constatou-se que os dados pertenciam a outro veículo, indicando possível montagem irregular.
O condutor foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia e deve responder por adulteração de sinal identificador de veículo automotor, crime previsto no Código Penal, com pena de três a seis anos de reclusão, além de multa.
A operação contou com 12 agentes do Detran-DF, distribuídos em seis viaturas e três guinchos, além do apoio de uma equipe da Polícia Militar do Distrito Federal.
A iniciativa faz parte de uma estratégia contínua de reforço na fiscalização, com foco em coibir irregularidades e reduzir impactos, como o barulho excessivo causado por motocicletas em áreas com grande circulação.


