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Mulher atingida por airbag morreu após lesões na carótida e na jugular

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu o laudo cadavérico da morte da assistente social Marcela Gonçalves Feitosa de Melo (foto em destaque), aos 37 anos. O documento aponta que Marcela morreu por conta de uma “hemorragia aguda decorrente de trauma cervical com lesão de vasos cervicais”.

A assistente social faleceu em 1º de outubro, quando, ao sair do trabalho, atingiu a traseira de um carro em uma faixa de pedestres no Cruzeiro. Com a colisão, o airbag foi acionado e uma peça se soltou, atingindo o pescoço da vítima.

De acordo com a PCDF, a espoleta, peça do airbag que se lançou do equipamento e lesionou Marcela, tem cerca de 2,1 centímetros de diâmetro. O objeto atingiu a região cervical anterior esquerda, atravessou o pescoço e ficou preso aos cabelos da assistente social, “causando danos principalmente em artéria carótida e veia jugular interna esquerdos”.

A morte, portanto, foi causada pela perda de sangue decorrente do ferimento, como define o laudo cadavérico: “Óbito por hemorragia aguda, decorrente de trauma cervical com lesão de vasos cervicais, resultante de ação perfuro-contundente causado por projétil metálico de formato cilíndrico”.

Relembre o caso

Marcela saía do trabalho no dia do acidente, por volta das 16h30 do dia 1º de outubro, quando bateu em outro carro. Imediatamente, o airbag foi acionado e a peça se soltou, causando a morte da assistente.

O carro de Marcela era um Toyota/Etios SD XS 2015/2016. A fabricante havia convocado os proprietários do modelo em novembro de 2020 para realizar recall no veículo, e a assistente não havia feito o serviço.

Segundo o chamado da Toyota, o reparo era necessário para corrigir uma eventual ruptura da carcaça do deflagrador com risco de dispersão de fragmentos metálicos junto com a bolsa do airbag. A montadora lamentou a morte, confirmou que havia um pedido de recall pendente e ressaltou a importância dos motoristas estarem atentos às champanhas de recall.

Marcela foi enterrada no dia 3 de outubro, sob forte comoção. “(Marcela) era excelente profissional, amiga, mãe, filha. Profissionalmente, em termos acadêmicos, não tem o que falar da Marcela. Dedicada, amava a profissão. Ali realmente era uma assistente social”, contou a amiga e colga de profissão Abilia Ramos, 62.

Nascida em Inhuma (PI), Marcela morava em Taguatinga. A assistente social trabalhava no Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e também prestou serviços à UniProjeção.

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