A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, iniciou um pacote de ajuste fiscal com foco no reequilíbrio das contas públicas e na reorganização das prioridades do governo. A estratégia envolve cortes em despesas administrativas, revisão de contratos e redirecionamento de recursos para áreas consideradas essenciais.
Segundo a chefe do Executivo, o momento exige medidas de contenção para enfrentar um cenário de déficit e garantir capacidade de investimento em setores estratégicos.
“Estou fazendo um ajuste financeiro nas contas públicas. Precisamos cortar aquilo que não é prioridade para investir no que realmente faz falta para a população”, afirmou.
Entre as principais medidas em análise estão a redução de gastos com aluguel de imóveis, contratos de veículos e serviços administrativos. A lógica adotada pelo governo é diminuir despesas indiretas para liberar espaço orçamentário.
A governadora destacou que os cortes não serão lineares, ou seja, não atingirão todas as áreas da mesma forma.
“Não posso tratar o orçamento com corte igual para todos. Algumas áreas vão cortar mais, outras não terão redução e podem até receber mais recursos”, explicou.
O ajuste fiscal vem acompanhado de uma mudança de foco na aplicação dos recursos. A gestão pretende priorizar áreas com maior impacto direto na população, como saúde pública, infraestrutura urbana e serviços básicos.
Entre as ações já sinalizadas estão:
- Ampliação da capacidade de exames e atendimento na rede pública
- Redução de filas, com mutirões e reorganização da oferta
- Investimentos direcionados a demandas específicas das regiões administrativas
A estratégia também dialoga com o programa de presença territorial do governo, que leva equipes e serviços diretamente às cidades.
Como parte do ajuste, o governo também aposta na reestruturação administrativa para reduzir desperdícios. Um dos exemplos é a criação de uma estrutura voltada à tecnologia e inovação, com o objetivo de centralizar compras e evitar duplicidade de gastos entre secretarias.
A medida busca aumentar a eficiência do uso dos recursos públicos, especialmente em áreas como sistemas digitais e contratos de tecnologia.
A governadora tem defendido que o ajuste fiscal não se limita a uma medida técnica, mas representa uma diretriz de gestão baseada em eficiência, transparência e proximidade com a população.
“Eu tenho coragem de mostrar os problemas e ir atrás da solução. Vamos priorizar aquilo que realmente impacta a vida das pessoas”, declarou.
O pacote de ajuste deve ser detalhado por meio de decretos e medidas administrativas nas próximas semanas. A expectativa do governo é que o controle de despesas permita maior capacidade de investimento ao longo do ano, especialmente em áreas consideradas críticas.
Ao mesmo tempo, o movimento também sinaliza uma tentativa de consolidar uma marca própria de gestão, com foco em resultados e reorganização das finanças públicas.


