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GDF amplia sinalização urbana e instala 50 mil placas em todo o Distrito Federal

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Quem circula pelo Distrito Federal já nota uma mudança expressiva na paisagem urbana. Ao todo, 50 mil novas placas de endereçamento começaram a ser instaladas em ruas e avenidas das 35 regiões administrativas, levando a todo o território o mesmo padrão de sinalização que se tornou marca registrada do Plano Piloto. Regiões como Sobradinho, Taguatinga, Ceilândia, Planaltina, Guará e Samambaia passaram a adotar o modelo, hoje reconhecido como um dos símbolos visuais de Brasília. O investimento do Governo do Distrito Federal (GDF) na iniciativa chega a R$ 70 milhões.

A proposta vai além do aspecto visual. O objetivo é promover mais organização urbana, facilitar a circulação e oferecer referências claras para moradores, visitantes e serviços públicos. De acordo com o superintendente de Operações do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER), Fábio Cardoso, a padronização representa um avanço concreto para a população, especialmente em áreas que nunca contaram com sinalização adequada.

Segundo ele, o crescimento acelerado da capital resultou na criação de regiões administrativas sem placas de endereçamento ou com sinalização defasada. “Existiam locais em que o morador não conseguia identificar nem o nome da própria rua. Agora, estamos implantando um padrão único e qualificado, que valoriza o espaço urbano e melhora a identificação das vias em todo o DF”, afirma.

Fábio Cardoso explica ainda que a confecção das placas é feita pelo próprio DER. Atualmente, a produção mensal gira em torno de 250 placas de endereçamento, além de aproximadamente 600 placas rodoviárias. “O processo passa por diversas etapas, que vão desde a montagem da estrutura e do pedestal até a soldagem, aplicação de proteção anticorrosiva, pintura e, por fim, a instalação das películas e letras refletivas, responsáveis por garantir visibilidade e durabilidade”, detalha.

Um projeto que virou referência

O sistema adotado segue o desenho original criado pelo arquiteto, urbanista e designer Danilo Barbosa, desenvolvido na década de 1970 e implantado a partir de 1976. O criador explica que o projeto nasceu com a preocupação de assegurar leitura fácil, simplicidade visual e integração com a paisagem urbana de Brasília.

Para Danilo Barbosa, a definição das cores e da tipografia foi decisiva para construir um sistema funcional e marcante. O verde foi destinado às placas direcionais, o azul à identificação dos locais, o branco às informações explicativas e, posteriormente, o marrom passou a ser utilizado de acordo com padrões internacionais de sinalização turística. A tipografia Helvetica, em branco, contribui para a clareza das informações.

O reconhecimento do projeto ultrapassou as fronteiras nacionais em 2012, quando uma placa representativa passou a integrar o acervo permanente de arquitetura e design do Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York. Para o arquiteto, porém, mais importante do que a projeção internacional é o vínculo criado com os moradores. Ele destaca que o sistema se consolidou como um ícone da cidade, reconhecido e defendido pela população.

A ampliação do modelo para todas as regiões administrativas, segundo o criador, materializa a proposta original. “Desde o início, a ideia era que esse sistema atendesse todo o Distrito Federal. Ver essa expansão acontecer reforça um sentimento de pertencimento e identidade coletiva”, afirma.

Impacto direto na rotina da população

Em Sobradinho, os efeitos da nova sinalização já são percebidos no dia a dia. A auxiliar de serviços gerais Valdenice Lopes, moradora do DNOCS, avalia que as placas trouxeram melhorias tanto na organização quanto na orientação urbana. “Elas deixam o bairro mais bonito e ajudam muito na localização. Quem vem de fora, quem anda de ônibus ou precisa chegar a hospitais e escolas encontra tudo com mais facilidade. Em situações de emergência, isso é essencial”, comenta.

Morador de Sobradinho II, Luiz Carlos Batista chama atenção para outro benefício prático: a melhoria nas entregas. “Agora tem placa bem visível na esquina da minha casa. Isso facilita o trabalho dos entregadores e agiliza a chegada das encomendas”, observa.

Em Taguatinga, comerciantes também relatam impactos positivos. Rafael Nascimento, que trabalha com a venda de livros no centro da cidade, afirma que a nova sinalização contribui para atrair clientes. “Antes, muitas placas estavam desgastadas e difíceis de ler. Hoje, a identificação é clara, o que ajuda quem circula pela cidade e fortalece o comércio”, relata.

O comerciante Pablo Junior Batista reforça que a presença das placas trouxe mais organização ao espaço urbano. “Elas começaram a ser instaladas há poucos meses e já fazem diferença. Estão posicionadas de acordo com o sentido das vias e ajudam principalmente quem está de carro a encontrar os endereços com rapidez”, conclui.

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