O governador Ibaneis Rocha recebeu, nesta terça-feira (2), representantes das forças de segurança no Palácio do Buriti para um encontro marcado por agradecimentos e recados políticos. As corporações foram levar ao chefe do Executivo um gesto público de reconhecimento pela recomposição salarial aprovada pelo GDF, após a assinatura da Medida Provisória da Segurança Pública e do Projeto de Lei das Carreiras, medidas que destravaram o reajuste aguardado por policiais civis, militares e bombeiros.
Durante a reunião, Ibaneis voltou a tocar em um ponto sensível para as categorias: a paridade com a Polícia Federal. Segundo ele, essa continua sendo a meta, apesar das barreiras enfrentadas no governo federal. “A gente insistiu no que acreditava, mesmo quando a União tentou reduzir o impacto que defendíamos. Não abrimos mão do compromisso com a equiparação e vamos seguir pressionando por ela”, afirmou.
O governador também fez um balanço da gestão desde 2018, quando assumiu o cargo. “O cenário era outro. Tínhamos estruturas deterioradas e unidades fechadas. Hoje, estamos falando de reformas, novas instalações e quartéis recuperados. A segurança pública passou por uma reconstrução que ainda vai avançar”, declarou.
Ibaneis aproveitou para agradecer às equipes técnicas que elaboraram a modelagem financeira do reajuste. Ele lembrou que a proposta original do DF era mais ampla do que a aceita pelo governo federal. “A primeira versão tinha índices maiores, mas não houve concordância. Isso não encerra a discussão. Continuaremos defendendo aquilo que consideramos justo para as corporações”, disse.
A reunião contou com a presença da vice-governadora Celina Leão; do secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha; do secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar; do secretário de Economia, Daniel Izaias de Carvalho; da comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Barros Habka; do comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Moisés Alves Barcelos; do delegado-geral da Polícia Civil, José Werick de Carvalho; e dos deputados distritais Wellington Luiz, Hermeto e Roosevelt.
O secretário de Segurança, Sandro Avelar, destacou o trabalho técnico que sustentou a negociação. “Esses números não surgem do nada. Há meses de cálculos, simulações e responsabilidade fiscal para que o avanço fosse possível”, afirmou.
Já o presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz, lembrou o desgaste emocional entre as tropas. “Tinha gente que nem acreditava mais que esse reajuste sairia. O governo segurou o acordo até o fim”, disse. Hermeto reforçou que o acerto só foi possível porque o Executivo reservou os recursos antecipadamente. “O dinheiro estava separado. Isso foi fundamental”, comentou.
A recomposição salarial foi construída a partir das mesas previstas na Lei nº 14.724/2023, formalizadas nos Termos de Negociação Salarial nº 1/2025 (PCDF) e nº 2/2025 (PMDF e CBMDF). Os percentuais variam entre 19,60% e 28,40% para policiais civis, militares e bombeiros, pagos em duas parcelas — dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Para os militares dos ex-territórios, o índice é de 24,32%, também dividido em duas etapas. Na PCDF, os reajustes vão de 24,43% a 27,27%, conforme a categoria. O auxílio-moradia de PMs e bombeiros terá dois acréscimos de 11,5%.
A Secretaria de Economia calcula impacto de R$ 193 milhões no orçamento de 2025. Em 2026, com o efeito integral das parcelas, o valor projetado sobe para R$ 2,46 bilhões; e, em 2027, para R$ 2,48 bilhões.
O GDF avalia que a recomposição consolida mais um passo da política de valorização das corporações. A expectativa é de que melhores condições salariais, aliadas a investimentos e integração operacion


