As políticas públicas de incentivo ao aleitamento materno no Distrito Federal vêm colocando a capital em posição de destaque no cenário nacional. Neste Dia Mundial do Aleitamento Materno, celebrado na quinta-feira (21), a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) reforçou os avanços conquistados pela rede pública no atendimento às mães e aos recém-nascidos.
Ao longo dos últimos anos, o DF ampliou programas voltados ao fortalecimento da amamentação, com iniciativas que envolvem acolhimento, orientação e assistência especializada. Entre as ações desenvolvidas estão o método Canguru, o funcionamento dos bancos de leite humano e projetos de incentivo ao aleitamento exclusivo nos primeiros meses de vida.
Para a integrante da Coordenação de Políticas de Aleitamento Materno da SES-DF, Graça Cruz, os resultados alcançados refletem o comprometimento da rede pública de saúde. “O destaque do Distrito Federal nessa área é resultado de um trabalho construído ao longo dos anos, com dedicação dos profissionais e participação ativa das famílias”, afirma.
Ela destaca ainda que os benefícios da amamentação vão além da infância. “Quando fortalecemos o aleitamento materno, estamos investindo na saúde futura dessas crianças, reduzindo riscos de doenças e contribuindo para um melhor desenvolvimento”, explica.
Entre as medidas implementadas pelo Governo do Distrito Federal estão as salas douradas, o Selo Dourado e a isenção da taxa de inscrição em concursos públicos para mulheres doadoras de leite materno. A rede pública também mantém regulamentada a atuação de doulas nas unidades de saúde.
Outro destaque é o reconhecimento dos 14 bancos de leite humano do DF, classificados como Padrão-Ouro pela Fiocruz e pela Rede Nacional de Bancos de Leite Humano.
Os indicadores da Atenção Primária à Saúde mostram que mais de 68% das crianças menores de seis meses acompanhadas pela rede pública recebem aleitamento materno exclusivo. O percentual supera a média nacional e também a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Já o índice de aleitamento materno continuado, mantido até os dois anos de idade ou mais, alcançou 72,5% entre as crianças atendidas no DF, resultado superior ao registrado em nível nacional.


