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Crédito rural avança no DF e muda realidade de produtores com R$ 65 milhões liberados

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A transformação no campo do Distrito Federal não começa mais apenas na terra, mas também no acesso ao crédito. Nos últimos anos, produtores rurais da capital passaram a contar com financiamento mais acessível, orientação técnica permanente e condições adaptadas ao ciclo agrícola, uma combinação que tem alterado a dinâmica da produção e ampliado as oportunidades de renda. Desde 2019, mais de R$ 65 milhões já foram liberados pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio de linhas de crédito rural operadas pela Emater-DF.

Na prática, o recurso tem permitido que produtores deixem para trás estruturas limitadas e avancem para um modelo mais eficiente e tecnológico. O financiamento atende tanto a investimentos estruturais, como aquisição de máquinas, implantação de sistemas de irrigação e instalação de energia fotovoltaica, quanto a despesas do dia a dia da produção, como compra de insumos e mudas. Com prazos de carência, o pagamento pode ser iniciado apenas após a colheita, o que reduz o risco e dá previsibilidade ao produtor.

Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, o crédito rural tem papel decisivo na evolução da atividade agrícola e na melhoria das condições de trabalho no campo. “O acesso ao financiamento permite que o produtor invista na propriedade, adote tecnologias e torne o trabalho menos pesado, além de elevar a produtividade e a qualidade do que é produzido”, afirma. Segundo ele, o impacto vai além da porteira. “Não se trata apenas de dinheiro disponível. É uma ferramenta que promove desenvolvimento, melhora a vida no campo e garante crescimento de forma sustentável. A Emater atua justamente para orientar cada etapa, desde o planejamento até os resultados obtidos”, completa.

Esse acompanhamento técnico, inclusive, é um dos pilares do modelo adotado no DF. Desde o primeiro contato, os produtores recebem apoio na organização da documentação, na elaboração dos projetos e na definição das melhores estratégias de investimento. O resultado é um acesso mais seguro ao crédito e maior eficiência na aplicação dos recursos.

No Núcleo Rural Taquara, em Planaltina, a mudança já faz parte da rotina. A técnica da Emater, Muriel Guedes, explica que o crédito funciona como um incentivo direto à expansão da produção, alcançando diferentes perfis de produtores. “O financiamento estimula o produtor a crescer, aumentar o que produz e também aprimorar a forma como trabalha”, diz.

Segundo ela, o impacto não se limita às propriedades. O aumento da produção movimenta o comércio local, estimula a compra de equipamentos, gera empregos e fortalece toda a cadeia produtiva. Outro efeito importante é a permanência de famílias no campo, especialmente de jovens que passam a enxergar viabilidade econômica na atividade rural. “O crédito não beneficia só quem está na propriedade. Ele aquece a economia da região, gera oportunidades e torna a cadeia produtiva mais forte, alcançando toda a comunidade”, afirma.

A evolução pode ser vista na trajetória de quem vive essa realidade há décadas. Produtor no Taquara há quase 40 anos, Valdeci de Sousa Ataíde chegou à região em 1985, quando ainda não havia energia elétrica. Hoje, mantém uma produção diversificada e estruturada, resultado de investimentos feitos ao longo do tempo com apoio do crédito rural.

“Quando chegamos aqui, as condições eram muito difíceis, nem energia havia. Aos poucos, com financiamento, fomos implantando estufas, irrigação e equipamentos, e isso transformou completamente a produção. As condições do crédito ajudam muito, com juros mais baixos e prazo adequado. Isso permitiu crescer e melhorar. Sem esse apoio, provavelmente não teríamos avançado dessa forma”, relata.

A mesma mudança é percebida por Evanildo de Souza Athayde, irmão de Valdeci, que também atua na região. No início, ele enfrentava limitações estruturais e dependia de sistemas antigos para manter a produção. Com o acesso ao crédito e o suporte técnico da Emater-DF, conseguiu modernizar a propriedade e ampliar a capacidade produtiva.

“No começo, era tudo muito limitado, com equipamentos antigos e sem estrutura adequada. O crédito abriu caminho para investir em máquinas, melhorar a irrigação e organizar melhor a produção. Hoje, já estou no quarto financiamento, com tudo em dia, e a realidade é outra. Ficou mais fácil produzir, temos mais estrutura, e o acompanhamento da Emater faz diferença. Foi isso que permitiu evoluir e melhorar nossa vida no campo”, afirma.

Com resultados que aparecem tanto na produtividade quanto na geração de renda e empregos, o crédito rural tem se consolidado como um dos principais instrumentos de desenvolvimento no DF, conectando investimento, assistência técnica e crescimento econômico em uma mesma estratégia.

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