A atuação da rede de proteção às mulheres no Distrito Federal ganhou destaque na segunda-feira (11), durante sessão solene realizada na Câmara Legislativa do DF (CLDF) em homenagem ao programa “Não Temas, Maria”. A cerimônia contou com a presença da governadora Celina Leão, que defendeu o fortalecimento das ações de acolhimento às vítimas de violência e ressaltou a importância da participação das comunidades religiosas nesse processo.
Desenvolvida pela Secretaria da Mulher, em parceria com a Arquidiocese de Brasília, a iniciativa atua no apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade, oferecendo orientação, encaminhamento e acolhimento por meio da rede especializada de atendimento. O programa também promove ações preventivas, encontros e capacitações para lideranças religiosas.
Durante o discurso, Celina Leão afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa envolver não apenas o poder público, mas toda a sociedade. Segundo a governadora, muitas vítimas procuram primeiro pessoas de confiança dentro das próprias comunidades antes de recorrer aos órgãos oficiais.
“A mulher precisa saber que existe apoio em todos os espaços. Muitas vezes, ela busca ajuda primeiro na igreja, na comunidade ou com pessoas próximas. Quando esses locais estão preparados para acolher e orientar, conseguimos salvar vidas e dar a essa mulher a oportunidade de recomeçar”, declarou.
A governadora também demonstrou preocupação com os casos de violência registrados no Distrito Federal e destacou que muitas mulheres ainda sofrem caladas, sem conseguir denunciar os agressores.
“Existem vítimas que passam anos vivendo violência dentro de casa e não conseguem pedir ajuda. Fortalecer essa rede de acolhimento é fundamental para evitar que essas histórias terminem de forma trágica”, afirmou Celina Leão.
Desde a criação do “Não Temas, Maria”, cerca de duas mil pessoas participaram das atividades promovidas pelo programa no DF. Entre as ações desenvolvidas, estão encontros de orientação, treinamentos para lideranças religiosas e visitas técnicas aos equipamentos da Secretaria da Mulher.
Outro avanço da iniciativa foi a criação de um protocolo de atuação conjunta entre as instituições parceiras. A medida busca organizar os encaminhamentos feitos pelas comunidades religiosas à rede pública especializada, garantindo atendimento mais ágil e acolhedor às vítimas.
A secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, destacou que a parceria entre governo e instituições religiosas fortalece as políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.
“Quando diferentes setores se unem em defesa das mulheres, conseguimos construir uma rede mais preparada para acolher, orientar e transformar realidades”, disse.


