Brasília se prepara para assumir, em abril, o centro das atenções do atletismo mundial. A capital federal foi escolhida para sediar o Campeonato Mundial de Marcha Atlética por Equipes 2026, competição que, pela primeira vez, desembarca na América do Sul e coloca o Brasil em evidência no circuito internacional da modalidade.
A disputa será realizada no dia 12 de abril, na Esplanada dos Ministérios, que deve se transformar em uma arena a céu aberto para receber atletas de cerca de 40 países. A previsão é de mais de 800 participantes diretos, entre competidores, técnicos e dirigentes, além de ampla transmissão internacional, ampliando o alcance do evento para milhões de espectadores.
O Brasil entra na competição com uma delegação robusta. Ao todo, 26 atletas foram convocados para as provas de maratona (42,195 km), meia-maratona e 10 km na categoria sub-20. O principal destaque é Caio Bonfim, referência mundial na marcha atlética, que terá a oportunidade de competir em casa. A equipe também conta com nomes formados no Distrito Federal, evidenciando a força local na modalidade.
Para viabilizar o Mundial, a Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal investe R$ 4,88 milhões, por meio de parceria formalizada conforme a legislação vigente. A estrutura seguirá as exigências técnicas da World Athletics, incluindo sistema de cronometragem internacional, arbitragem especializada e suporte médico completo.
O secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, avalia que a realização do evento representa um avanço estratégico para a capital. “Trazer uma competição desse nível para Brasília é motivo de grande satisfação e mostra que a cidade está preparada para receber eventos internacionais. Além de fortalecer o atletismo, essa iniciativa amplia a visibilidade do DF e deixa benefícios importantes para a população”, afirmou.
Ele também destacou os impactos que vão além das provas. “Não se trata apenas da competição em si. Estamos falando de geração de oportunidades, movimentação econômica e incentivo ao esporte como ferramenta de inclusão. É um legado que permanece, mesmo depois que o evento termina”, completou.
Além da competição, o projeto prevê ações paralelas voltadas à comunidade, com iniciativas de inclusão social, sustentabilidade e programas de voluntariado. A proposta é aproximar o público do evento e ampliar o legado esportivo na cidade.
Com o Mundial, Brasília reforça sua posição como palco estratégico para grandes eventos e amplia sua presença no calendário esportivo internacional, combinando visibilidade, estrutura e potencial de desenvolvimento para o atletismo brasileiro.


