A Receita do Distrito Federal realizou uma série de apreensões em rodovias e áreas de fiscalização do DF nesta semana, durante uma operação voltada ao combate à sonegação fiscal e ao transporte irregular de mercadorias. As ações ocorreram entre terça-feira (19) e quarta-feira (20) e resultaram na retenção de eletrônicos de luxo, produtos alimentícios, cigarros eletrônicos e cargas agrícolas.
Entre os materiais recolhidos estão 202 iPhones das linhas Pro Max 17, 16 e 15, além de 22 computadores MacBook Air e Neo, todos avaliados em aproximadamente R$ 1,6 milhão. Os aparelhos foram interceptados no Núcleo Bandeirante após auditoria identificar inconsistências fiscais relacionadas à mercadoria.
Segundo a Secretaria de Economia, somente nessa ocorrência o valor de impostos e multas ultrapassa R$ 400 mil.
As equipes de fiscalização também atuaram na BR-060, onde apreenderam mais de 65 mil unidades de cigarros orgânicos e eletrônicos com refis. A carga foi estimada em R$ 130,6 mil, enquanto o crédito tributário calculado pela Receita chegou a R$ 84 mil.
Na BR-251, outra operação resultou na retenção de uma carreta que transportava 215 mil mudas de tomate. A documentação fiscal apresentada foi considerada irregular pelos auditores, gerando cobrança tributária superior a R$ 115 mil.
Já em outra abordagem na BR-060, uma carreta carregada com 40 toneladas de flocão de milho também foi alvo de autuação por utilização de nota fiscal considerada inidônea.
Na BR-020, os fiscais interceptaram uma carga com 23 mil quilos de produtos alimentícios e itens de limpeza. Em outro ponto da rodovia, uma carreta transportando madeira foi retida após suspeitas envolvendo a documentação apresentada durante a fiscalização.
Além das apreensões em rodovias, a Receita do DF identificou irregularidades em cargas de confecções, suplementos e materiais elétricos transportados por empresas do setor logístico.
O balanço da operação aponta que as ações fiscais alcançaram uma base de cálculo tributária de R$ 2,5 milhões, com geração de aproximadamente R$ 801,5 mil em impostos e multas.
Para o auditor fiscal Silvino Nogueira, o trabalho da fiscalização faz parte de uma estratégia contínua para proteger o mercado regular e ampliar o cumprimento das obrigações tributárias. “As operações ajudam a combater práticas ilegais, fortalecem a arrecadação e contribuem para manter uma concorrência mais equilibrada entre as empresas”, afirmou.


