Motoristas do Distrito Federal começaram o ano pagando mais caro para abastecer. Desde quinta-feira (1º/1), o litro da gasolina teve reajuste de R$ 0,10 nos postos da capital. Em Brasília, já é possível encontrar o combustível sendo vendido por até R$ 6,59, conforme preços praticados nesta sexta-feira (2/1).
A elevação está ligada a uma mudança na tributação aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne os secretários de Fazenda de todos os estados e do Distrito Federal. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, foi tomada em setembro de 2025 e entrou em vigor com a virada do ano.
O Confaz autorizou o aumento do ICMS incidente sobre a gasolina, o etanol, o diesel e o gás de cozinha (GLP). Como as deliberações do conselho exigem unanimidade, o reajuste foi aplicado simultaneamente em todo o país.
Para o presidente do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes do DF (Sindicombustíveis-DF), Paulo Tavares, o impacto foi imediato.
“Esse aumento já estava definido. Como houve consenso entre os governadores, o reajuste passou a valer automaticamente a partir de 1º de janeiro”, afirmou.
Outros produtos também sofreram alterações de preço. O botijão de gás apresentou alta média de R$ 5 para o consumidor final no Distrito Federal. Já o diesel teve acréscimo de R$ 0,05 no ICMS.
Segundo representantes do setor, o cenário ainda pode se agravar. Isso porque parte dos aumentos registrados na cadeia produtiva ainda não foi repassada integralmente aos postos. O etanol, por exemplo, acumulou alta de R$ 0,30 nas usinas, enquanto a gasolina subiu R$ 0,13 nas distribuidoras.
“Somando os reajustes recentes que ainda não chegaram ao consumidor, temos cerca de R$ 0,40 no etanol, R$ 0,23 na gasolina e R$ 0,21 no diesel”, destacou Tavares.
A expectativa é de que, caso os custos continuem pressionando o setor, novos aumentos possam ser sentidos nas bombas ao longo das próximas semanas.


