O Distrito Federal deu, nesta segunda-feira (1º), um passo decisivo para a valorização das suas forças de segurança. A assinatura da Medida Provisória da Segurança Pública e do Projeto de Lei das Carreiras — que garantem reajustes entre 19,60% e 28,40% para policiais civis, militares e bombeiros — consolida um movimento iniciado e conduzido pelo governador Ibaneis Rocha, articulador central de todo o processo de recomposição.
Ao contrário da narrativa que tem circulado em setores da oposição, a medida sancionada pelo governo federal segue rigorosamente o rito previsto na legislação, já que o reajuste utiliza exclusivamente recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal, cuja gestão é atribuição direta do governador. Assim, a sanção federal ocorreu por obrigatoriedade legal, e não por iniciativa política do Executivo nacional.
Reajuste nasce do GDF — e Ibaneis deixa isso claro
Em publicação nas redes sociais, Ibaneis reforçou que o avanço é fruto de diálogo contínuo e responsabilidade fiscal:
“O reajuste das nossas forças de segurança, assinado nesta segunda-feira (1º) pelo governo federal, é fruto de muito diálogo e responsabilidade. Valorizamos cada etapa dessa conquista ao lado dos profissionais e do apoio firme dos parlamentares.”
O governador também frisou que a medida só foi viabilizada porque o Fundo Constitucional cumpre sua missão de garantir valorização e melhores condições de trabalho aos profissionais que compõem a linha de frente da segurança pública.
Negociação estruturada e reconhecida
A recomposição salarial resulta das tratativas construídas nos Fóruns Permanentes de Diálogo, criados pela Lei nº 14.724/2023. Os entendimentos foram formalizados nos Termos de Negociação Salarial nº 1/2025 e nº 2/2025, assinados em 7 e 10 de outubro, envolvendo Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.
Os percentuais serão pagos em duas parcelas — dezembro de 2025 e janeiro de 2026 — e variam conforme posto, graduação ou categoria. Entre os destaques:
- PMDF e CBMDF: reajustes entre 19,60% e 28,40%
- Ex-Territórios: 24,32% (duas parcelas de 11,5%)
- Polícia Civil: de 27,27% (categoria especial) a 24,43% (terceira categoria)
- Auxílio-moradia atualizado em duas etapas (PM e Bombeiros)
Reforço no efetivo: 2.073 novas nomeações
Além do reajuste, foi sancionada a nomeação de 2.073 novos profissionais, fortalecendo o quadro da segurança pública do DF:
- 700 policiais civis
- 1.284 policiais militares
- 89 bombeiros militares
A ampliação do efetivo representa um salto estratégico para áreas de investigação, patrulhamento ostensivo, resposta emergencial e operações especializadas.
Histórico de valorização desde 2019
A atual gestão mantém desde o início um histórico consistente de investimento na segurança:
- 2023-2024: MP 1.181 garantiu reajuste médio de 18%
- 2022: aumento do auxílio-alimentação da PCDF para R$ 1.392 e auxílio-uniforme anual de R$ 3 mil
- 2020: reajuste médio de 25% para PM e Bombeiros; 8% para Polícia Civil
- Resultados: DF permanece como segunda capital mais segura do país, com o menor índice de homicídios em 11 anos
Liderança política reafirmada
O anúncio desta segunda-feira reforça a centralidade do governador Ibaneis Rocha na condução das políticas de valorização da segurança pública do DF. A negociação técnica, a coordenação com as forças de segurança e a articulação com o Congresso consolidam o governador como protagonista da recomposição.
Em um momento em que setores tentam se apropriar politicamente da conquista, o governo do DF reforça que — por lei e por mérito — a iniciativa, o planejamento e a sustentação financeira são atribuições diretas do GDF, o que preserva a legitimidade da liderança de Ibaneis na entrega final.
“Seguimos comprometidos com um DF mais forte e protegido”, concluiu o governador.


