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Fórum distrital debate desafios e soluções para combate aos incêndios em 2026

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Com a meta de consolidar um plano mais integrado para reduzir os impactos dos incêndios florestais no Distrito Federal, o Fórum Distrital de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais promoveu, nos dias 4 e 5 de dezembro, uma ampla rodada de debates envolvendo gestores públicos, pesquisadores, brigadistas e representantes da sociedade civil. A iniciativa, organizada pela Secretaria do Meio Ambiente do DF (Sema-DF), marcou o início do planejamento das ações que irão conduzir a estratégia de prevenção e resposta em 2026.

Ao abrir o encontro, o secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, reforçou que o fórum funciona como um espaço essencial de articulação entre os setores envolvidos. Para ele, o enfrentamento ao fogo exige cooperação contínua. “A melhor forma de proteger o território é construir soluções em conjunto, ouvindo todos os atores envolvidos. O fórum é justamente esse ambiente de diálogo e organização coletiva”, destacou.

A vice-governadora do DF, Celina Leão, também frisou a importância da integração entre governo e profissionais da linha de frente. Segundo ela, o GDF busca tomar decisões sustentadas por análises técnicas e pela vivência de quem atua no combate ao fogo. “Mais uma vez mostramos que nossas ações são guiadas por dados e pela experiência de quem enfrenta o problema diariamente, além de considerar as necessidades da população impactada”, afirmou.

Responsável pela coordenação do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF), Carolina Schubart reforçou que o fórum fortalece as bases para a atuação do próximo ano. “Este é o período ideal para estreitar a parceria entre instituições e comunidade, de forma a ampliar nossa capacidade de resposta e qualificar as ações previstas para 2026”, pontuou.

Programação técnica e troca de experiências

A programação foi estruturada em quatro módulos temáticos, manejo integrado do fogo, educação ambiental, tecnologias de monitoramento e estratégias de combate  e reuniu diferentes formatos de discussão, como mesas-redondas, exposições técnicas, sessões participativas e apresentações especializadas.

A brigadista Juliana Salles dos Santos, que integra a equipe do Parque do Cortado, explicou que a troca de percepções contribui diretamente para o trabalho em campo. “Quando reunimos diferentes olhares, conseguimos ajustar procedimentos e aplicar soluções mais alinhadas no dia a dia”, avaliou.

Para Edson Vieira Cacimiro, diretor de Manejo Integrado do Fogo do Brasília Ambiental, o encontro amplia a representatividade nas decisões. “Esses debates abrem espaço para ouvir quem vive a realidade do território e permitem incorporar contribuições que fortalecem o manejo do fogo”, observou.

Encaminhamentos para 2026

Todas as ideias e propostas apresentadas serão organizadas pela Sema-DF, que utilizará o material como base para a construção do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais de 2026. A expectativa é que o documento reúna ações mais integradas, fortaleça a articulação entre instituições e priorize estratégias educativas permanentes, fundamentais para proteger o Cerrado e reduzir o risco de novos incêndios.

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