A estratégia adotada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal para lidar com conflitos e riscos no ambiente escolar começa a apresentar resultados mensuráveis. Dados do Batalhão de Policiamento Escolar (BPesc) mostram que o número de atendimentos relacionados às escolas caiu de 2.248, em 2024, para 1.411, em 2025, o que representa uma redução de 37,2% em apenas um ano.
A diminuição foi observada em diferentes áreas de atuação. No interior das unidades de ensino, os registros passaram de 1.019 para 675 ocorrências. No entorno imediato das escolas, os chamados atendidos recuaram de 838 para 473. Fora do perímetro escolar, os números também apresentaram queda, saindo de 359 para 214 casos. Outro indicador que chamou atenção foi a redução das situações classificadas como ameaça de ataque, que diminuíram de 22 para nove episódios no período analisado.
Segundo a Secretaria de Educação, os resultados estão ligados à adoção de políticas voltadas à prevenção e à organização das respostas institucionais diante de episódios de violência. Para a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da pasta, Ana Beatriz Goldstein, a mudança passa pela preparação das equipes escolares. “Temos priorizado a formação dos profissionais, a mediação de conflitos e a definição de procedimentos claros para situações de risco. Isso fortalece as escolas e impacta diretamente o cotidiano”, afirma.
Entre as iniciativas implantadas está um protocolo institucional de enfrentamento à violência, desenvolvido pela própria secretaria. O documento orienta gestores e servidores sobre como agir em casos de ameaça, agressão ou conflito, desde o acolhimento inicial até o acionamento da rede de proteção. O material foi transformado em cartaz informativo e encaminhado a todas as unidades da rede pública.
Além disso, a SEEDF mantém ações educativas contínuas, como o programa NaMoral, realizado em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A pasta também desenvolve atividades voltadas à educação socioemocional, à cultura de paz, à capacitação permanente dos profissionais e à conscientização de estudantes e famílias.
O acompanhamento dos indicadores é feito a partir de dados produzidos pelo BPesc, unidade da Polícia Militar responsável pelo atendimento direto às escolas públicas. A comandante do batalhão ressalta que o trabalho tem caráter preventivo. “Atuamos diariamente no interior das escolas e em seu entorno, com patrulhamento, palestras educativas e operações preventivas. A redução dos índices demonstra que a integração entre educação e segurança é o caminho para ambientes mais protegidos”, avalia.
A Secretaria de Educação informou que dará continuidade à ampliação das ações de prevenção e acompanhamento, com foco na construção de escolas mais seguras, acolhedoras e baseadas no diálogo e na cultura de paz.


