Bares, restaurantes, supermercados e demais estabelecimentos do Distrito Federal não terão uma proibição geral de venda de bebidas alcoólicas por causa do primeiro turno das eleições. A governadora Celina Leão (PP) encerrou nesta quinta-feira (1º) a discussão sobre uma eventual Lei Seca e definiu que a medida não será adotada.
O assunto entrou no radar do governo diante da proximidade da votação. Durante um evento de campanha, Celina manifestou preocupação com a possibilidade de transtornos no domingo e citou a restrição ao álcool entre as alternativas que poderiam ser consideradas para preservar a tranquilidade durante o pleito.
A ideia não avançou diretamente para um ato do Executivo. Antes de tomar uma decisão, Celina procurou o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) para tratar do tema.
As conversas ocorreram quando ainda não havia sequer um modelo estabelecido para uma eventual Lei Seca. O governo não havia determinado um período de proibição nem apresentado regras para a aplicação da medida.
Após as consultas, a governadora decidiu não levar a restrição adiante no primeiro turno. Na prática, a preocupação inicial com a organização do domingo eleitoral não resultará em uma limitação adicional para comerciantes e consumidores.
Celina afirmou que a discussão teve como ponto central a realização de uma votação tranquila, independentemente das escolhas políticas de cada eleitor. “O voto tem que ser responsável. A gente precisa estar com a cidade organizada, sem problemas, para que as pessoas possam votar com tranquilidade, qualquer que seja a sua ideologia”, declarou.
A decisão encerrou uma questão que permaneceu em análise ao longo do dia. Antes de definir a posição do governo, Celina submeteu o tema à avaliação dos setores diretamente ligados à organização eleitoral e à segurança pública.
Com a Lei Seca descartada, o primeiro turno ocorrerá sem uma regra específica do governo local que proíba a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas em razão da eleição.



