A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), afirmou que manterá o diálogo diante da greve anunciada pelos rodoviários, mas estabeleceu um limite para as negociações. Segundo ela, o governo não tomará decisões sobre reajustes sob a pressão de uma paralisação em pleno período eleitoral.
Ao comentar o movimento marcado para a próxima segunda-feira (28), Celina defendeu a continuidade das conversas e demonstrou firmeza diante do impasse. A governadora afirmou estar preparada para negociar, mas rejeitou a possibilidade de a ameaça de greve ser utilizada para acelerar decisões do Executivo.
“Estou pronta para dialogar e não tenho receio de enfrentar essa discussão. O que não vou aceitar é que, durante o processo eleitoral, o governo seja pressionado por meio de uma ameaça de paralisação para conceder reajuste”, afirmou.
Celina também defendeu cautela antes de qualquer discussão sobre mudanças no valor das tarifas do transporte coletivo. Segundo a governadora, o GDF determinou uma auditoria nos contratos do sistema, processo que ainda está em andamento.
Para ela, a análise dos contratos deve anteceder uma eventual discussão sobre reajuste tarifário. A posição apresentada é a de que uma decisão com impacto direto sobre o transporte público não deve ser tomada sob a pressão de uma possível paralisação.
“Há uma auditoria aberta para avaliar esses contratos e considero que este não seja o momento de discutir reajuste de tarifa. Estamos em período eleitoral e não vou permitir que uma ameaça de greve seja usada para colocar o governo contra a parede”, declarou.
A manifestação ocorreu após os rodoviários aprovarem, por unanimidade, no domingo (20), uma greve geral para a próxima segunda-feira. A categoria reivindica reajuste salarial e a renovação do acordo coletivo, que expirou em julho. As negociações ainda podem avançar antes da data prevista para a paralisação.
Mesmo diante do impasse, Celina sinalizou que o diálogo seguirá como caminho para uma possível solução. A governadora, no entanto, condicionou a continuidade das tratativas à ausência de pressão sobre decisões relacionadas ao sistema de transporte e aos contratos atualmente submetidos à auditoria do governo.
Caso não haja entendimento até segunda-feira, a categoria prevê iniciar a paralisação. Até lá, governo, empresas e trabalhadores ainda têm espaço para buscar um acordo que evite impactos no transporte coletivo do Distrito Federal.



