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Caps II de Taguatinga usa arte como estratégia de cuidado em saúde mental

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O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II de Taguatinga realizou, na última quinta-feira (28), uma ação voltada à arte e à cultura como ferramentas de cuidado em saúde mental. A atividade marcou o primeiro encontro do ano na unidade e integrou a programação da campanha Janeiro Branco, que propõe reflexões sobre recomeços e a importância do bem-estar emocional.

Durante o evento, os participantes receberam orientações sobre a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e sobre o Serviço de Assistência em Saúde Mental por meio de Inteligência Artificial (SAMia). A programação incluiu apresentação da Orquestra Filarmônica de Brasília, práticas de respiração guiada, vivências de musicoterapia e dança circular, reunindo usuários, familiares e moradores da região.

A iniciativa integra o projeto Movimenta Caps, que será desenvolvido ao longo de 2026 com o objetivo de ampliar o acesso dos pacientes a experiências culturais. De acordo com a gerente da unidade, Aline Canuto, muitos usuários tiveram, pela primeira vez, contato direto com instrumentos musicais durante a atividade.
“Eles ficaram curiosos, quiseram tocar e entender como funcionava. Nosso propósito é aproximar a cultura da realidade deles”, explica.

Participação e vínculo com a comunidade

As assembleias mensais do Caps II de Taguatinga funcionam como espaços permanentes de diálogo entre usuários, familiares e profissionais de saúde. Os encontros ocorrem sempre na última quarta-feira do mês e buscam fortalecer o vínculo com a comunidade, além de incentivar o protagonismo dos pacientes no processo terapêutico.

A aposentada Maria Lucia Alves, de 72 anos, destaca o acolhimento oferecido pela equipe. “É um lugar onde as pessoas são bem recebidas. Sempre surgem atividades novas e oportunidades de convivência”, afirma. Moradora do Setor M Norte, ela acompanha o filho, Flávio Alves Júnior, de 43 anos, que realiza acompanhamento na unidade desde 2007.

Para Maria Lucia, a participação da família é parte essencial do tratamento. “A gente precisa estar presente e não desanimar. Os profissionais se esforçam para organizar ações como essa, mas o serviço também depende do envolvimento dos usuários e dos parentes”, ressalta.

Rede de Atenção Psicossocial

A Rede de Atenção Psicossocial é formada por sete eixos que atuam de maneira integrada no atendimento à população. Os Caps são responsáveis pelo cuidado de pessoas com sofrimento mental grave e persistente ou com necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. Atualmente, o Distrito Federal conta com 18 centros psicossociais em funcionamento.

Em situações de crise ou emergência, a população pode buscar atendimento em prontos-socorros, unidades de pronto atendimento (UPAs), unidades básicas de saúde ou por meio de serviços especializados, como o Samu 192 e o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

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