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Canais de ouvidoria da Saúde do DF somam 77 mil registros em 2025

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A participação da população tem se consolidado como uma das principais ferramentas de aprimoramento dos serviços de saúde no Distrito Federal. Ao longo de 2025, a Secretaria de Saúde do DF recebeu cerca de 77 mil manifestações por meio de seus canais de escuta institucional, um volume que reflete tanto a busca por soluções quanto o engajamento dos cidadãos na avaliação da rede pública.

Os registros incluem pedidos de informação, reclamações, sugestões e elogios. Dentro desse conjunto, os profissionais da linha de frente da saúde foram os mais reconhecidos pelos usuários, concentrando a maior parte das manifestações positivas direcionadas ao Governo do Distrito Federal. O dado reforça o papel das equipes que atuam diretamente nas unidades no cotidiano do atendimento à população.

A experiência da moradora de Santa Maria, Daerdane dos Santos, de 33 anos, ilustra como esse diálogo pode resultar em respostas efetivas. Após enfrentar dificuldades para regularizar o cadastro de um dos filhos na unidade básica responsável pelo atendimento da família, ela decidiu formalizar a situação por meio da plataforma Participa DF. Poucos dias depois, agentes comunitários de saúde compareceram à residência, realizaram o cadastramento completo da família e providenciaram o agendamento da consulta necessária.

Para Daerdane, o acompanhamento do processo fez toda a diferença. Segundo ela, receber retornos claros e contínuos trouxe segurança ao longo de todo o atendimento. “O que mais me chamou atenção foi não ficar no escuro. Eu sabia o que estava acontecendo, recebia resposta e via o problema avançar”, relatou. Para a moradora, a solução rápida reforçou a confiança no serviço. “Foi um atendimento respeitoso, bem conduzido e que realmente funcionou”, completou.

Na avaliação da gestão da Secretaria de Saúde, a escuta da população está diretamente ligada aos princípios constitucionais que regem a administração pública, como eficiência, transparência e participação social. As ouvidorias cumprem o papel de receber as demandas da sociedade, analisá-las de forma técnica e transformá-las em subsídios para ajustes na gestão e no planejamento das políticas públicas.

De acordo com o chefe da Ouvidoria da SES-DF, Thyerys Araruna, esse processo fortalece a atuação do Estado. “Quando o cidadão se manifesta, ele ajuda a administração a enxergar falhas e acertos com mais clareza. As contribuições da população são fundamentais para melhorar o serviço prestado”, afirmou. Segundo ele, as informações recebidas não ficam restritas ao registro formal. “Esses dados são organizados e utilizados para orientar decisões e aprimorar políticas públicas”, explicou.

Esse fortalecimento dos canais de participação acompanha a própria consolidação do Sistema Único de Saúde. As manifestações dos usuários passam a integrar uma base de dados estratégica, utilizada para identificar gargalos, orientar decisões e aprimorar serviços em todas as esferas do SUS, promovendo maior corresponsabilidade entre gestores e cidadãos.

Além da escuta direta, a Secretaria de Saúde ampliou a oferta de informações disponíveis ao público sem necessidade de solicitação prévia. Um dos avanços foi a implantação de um sistema de monitoramento das portas de emergência hospitalar, que permite o acompanhamento em tempo real da situação das unidades. A ferramenta apresenta dados como número de pacientes em espera, tempo médio para classificação de risco, volume de atendimentos e posição nas filas por hospital, território e especialidade.

Ao transformar dados internos em informação acessível e atualizada automaticamente, a iniciativa fortalece a transparência e qualifica a relação entre a população e a rede pública de saúde. Para Araruna, a medida amplia o controle social. “Quando a informação está aberta, o cidadão consegue entender melhor o funcionamento do sistema e acompanhar o serviço de forma mais consciente”, destacou. O reconhecimento recebido em premiações voltadas à inovação e à transparência confirma o impacto da medida e sinaliza um modelo de gestão mais aberto, responsivo e orientado pelas necessidades dos usuários.

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