As estratégias adotadas no Distrito Federal para prevenir e enfrentar o feminicídio foram levadas ao debate nacional durante o 1º Fórum de Violência Doméstica da Bahia (Fovid/BA), realizado em Salvador, na última semana. A participação da Secretaria de Segurança Pública do DF ocorreu por meio da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios (CTMHF), que apresentou a metodologia aplicada na capital para qualificar a análise e o acompanhamento desses crimes.
Promovido na sede do Tribunal de Justiça da Bahia, o encontro reuniu representantes do sistema de justiça, da segurança pública e da rede de proteção de diferentes estados. Em formato híbrido, o fórum foi direcionado a profissionais que atuam diretamente na formulação e execução de políticas voltadas ao enfrentamento da violência doméstica e familiar.
O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, ressaltou que a participação no evento evidencia o avanço das ações desenvolvidas localmente e a importância do compartilhamento de experiências. “O enfrentamento do feminicídio depende de atuação contínua, integração entre instituições e aprimoramento permanente das políticas públicas. Espaços de diálogo fortalecem esse processo”, afirmou.
A apresentação técnica ficou a cargo do coordenador da CTMHF, Marcelo Zago, convidado a expor o modelo adotado no DF. Ele destacou o papel da análise estruturada de dados e da cooperação entre órgãos na construção de respostas mais eficazes. Segundo Zago, o monitoramento qualificado permite compreender melhor os contextos de risco e orientar ações preventivas.
Com foco na temática da violência digital e dos crimes cibernéticos, o fórum ampliou as discussões sobre os desafios contemporâneos na proteção de mulheres e meninas. O intercâmbio de práticas entre os estados reforçou a necessidade de políticas adaptadas às novas formas de violência, bem como de atuação conjunta entre instituições para garantir respostas mais consistentes e eficazes.


