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Ciclo de aulas do Enem Inclusivo e Especial será concluído neste sábado (7)

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Estudantes da rede pública do Distrito Federal que precisam de recursos específicos para acompanhar a preparação para o Enem tiveram, ao longo dos últimos meses, uma oportunidade adicional de reforçar os conhecimentos antes do exame. Por meio do projeto Enem Inclusivo e Especial, a Secretaria de Educação do DF (SEEDF) organizou dez encontros presenciais com atividades adaptadas e suporte pedagógico direcionado aos estudantes da Educação Especial.

A programação será concluída neste sábado (7) e integra as ações da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin). O atendimento foi direcionado a alunos da 3ª série do Ensino Médio com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA), altas habilidades ou superdotação e transtornos funcionais específicos.

A estrutura dos aulões foi organizada para oferecer diferentes possibilidades de aprendizagem. Além das atividades em sala de aula, os estudantes puderam utilizar o laboratório de informática e recursos de acessibilidade, com estratégias pedagógicas planejadas para atender às necessidades de cada participante.

A iniciativa também buscou fortalecer a confiança dos jovens e incentivar a autonomia durante a preparação para o ingresso no ensino superior. A avaliação da Subin é de que o trabalho de inclusão deve garantir não apenas o acesso às atividades escolares, mas também condições para que os estudantes desenvolvam suas potencialidades.

Uma das novidades da edição de 2026 foi a oferta de uma turma bilíngue, com professores surdos. O formato ampliou o atendimento aos alunos surdos e proporcionou uma experiência de ensino estruturada para favorecer a comunicação e a aprendizagem.

A subsecretária da Subin, Vera Lúcia Barros, considera que a iniciativa representa um passo importante para assegurar oportunidades educacionais com equidade. A gestora defende que as diferenças entre os estudantes sejam respeitadas e consideradas no planejamento das atividades.

O projeto teve início em 15 de agosto, no Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul (Cesas). A primeira aula reuniu alunos, familiares, professores voluntários, gestores e representantes do governo.

Na ocasião, Pedro Henrique Pereira Soares, de 20 anos, estudante do Centro de Ensino Médio (CEM) Setor Leste, participou acompanhado da mãe, Lenilsa Feles Soares. Interessado em trabalhar com tecnologia e som, ele destacou que os encontros representam um complemento aos estudos que já realiza para o exame.

A abertura também contou com a presença de Alan César, representante da Governadoria do Distrito Federal. Ele ressaltou que iniciativas como essa podem contribuir para ampliar o acesso das pessoas com deficiência à universidade e ao mercado de trabalho.

O representante também defendeu a construção de parcerias para expandir projetos de inclusão a outras regiões administrativas, sobretudo às áreas periféricas. A proposta é ampliar as oportunidades para que jovens e adultos com deficiência tenham acesso à formação e possam desenvolver suas trajetórias profissionais.

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