A definição dos rumos políticos e administrativos do Distrito Federal entrou em uma nova etapa após a reeleição de Celina Leão (PP). A governadora iniciou uma rodada de conversas com aliados e representantes da imprensa para discutir as prioridades do governo e preparar mudanças que devem começar a ser anunciadas já na próxima semana.
Um dos primeiros movimentos será a renovação do secretariado. Celina pretende anunciar novos integrantes da equipe antes da posse do próximo mandato, antecipando uma decisão que parte dos atuais ocupantes de cargos no Executivo esperava para mais adiante. A reorganização também poderá envolver mudanças na estrutura da administração pública.
A escolha dos nomes ocorre em meio à necessidade de acomodar diferentes forças políticas que participaram da campanha eleitoral. A aliança de Celina reúne 14 partidos, mas a manutenção dessa coalizão dependerá de negociações que vão além da distribuição de cargos na estrutura administrativa.
Na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), os partidos da coalizão somam potencialmente 17 das 24 cadeiras. Apesar da vantagem numérica, as relações entre as legendas não são uniformes. Desentendimentos envolvendo o PL e grupos ligados ao antigo Centrão, além das diferentes articulações de PP e MDB, compõem o cenário político que a governadora terá de administrar.
A disputa pelos cargos de comando da Câmara também está em discussão. Outra pauta em análise é a proposta de alteração da Lei Orgânica do Distrito Federal. A capacidade de construir consensos no Legislativo será importante para viabilizar as iniciativas do Executivo.
Prioridades para a gestão
Na agenda administrativa, Celina reafirmou o compromisso de defender os recursos do Distrito Federal, incluindo os relacionados ao Banco de Brasília (BRB). A melhoria dos serviços públicos, a valorização das mulheres e uma gestão mais atenta às necessidades da população também estão entre as prioridades que pretende levar adiante.
A governadora prevê tirar alguns dias de descanso, mas sem se afastar das decisões administrativas. Caso a viagem seja confirmada, ela permanecerá em território nacional e continuará acompanhando os assuntos do governo.
A agenda de terça-feira (27), marcada por entrevistas e conversas com aliados, integrou esse esforço de articulação. O desafio agora é transformar o apoio político conquistado nas urnas em condições para conduzir a administração e, ao mesmo tempo, formar uma equipe alinhada às prioridades do próximo mandato.
Os anúncios previstos para a próxima semana deverão indicar os primeiros contornos dessa reorganização. Mais do que a troca de secretários, o processo envolve definir a estrutura do governo e construir apoio político para as decisões que dependerão da Câmara Legislativa.



