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Calçados ortopédicos gratuitos ajudam pacientes a recuperar conforto ao caminhar no DF

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Mais do que aliviar dores, o uso de palmilhas adaptadas e calçados ortopédicos fornecidos gratuitamente pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem ajudado pacientes da rede pública a recuperar a mobilidade, prevenir feridas e reduzir riscos de complicações graves nos pés. Somente neste ano, mais de 3 mil órteses já foram entregues pela oficina ortopédica da pasta.

O serviço atende principalmente pessoas com diabetes, neuropatias periféricas, hanseníase, artrose e fascite plantar, condições que podem provocar perda de sensibilidade, dificuldades para caminhar e até lesões de difícil cicatrização.

Aos 64 anos, o aposentado José Brito afirma que a rotina mudou depois que começou a utilizar um calçado adaptado produzido pela rede pública. Diabético, ele convivia diariamente com dores nos pés antes de iniciar o acompanhamento especializado. “A diferença foi muito grande. Hoje consigo andar com mais conforto e sem tantas dores”, relata.

Quem também encontrou melhora no tratamento foi a técnica de hemoterapia Raquel Peres, de 44 anos. Após passar cerca de um ano tentando controlar uma fascite plantar sem resultados satisfatórios, ela foi encaminhada para avaliação no serviço ortopédico da SES-DF e recebeu uma palmilha personalizada. “Já percebo mais estabilidade ao caminhar. É algo novo para mim, mas estou me adaptando bem”, conta.

Os materiais são confeccionados de forma individualizada pelo Núcleo de Produção de Órteses e Próteses (Nupop), setor responsável por desenvolver palmilhas e calçados conforme as necessidades clínicas de cada paciente. Antes da produção, os usuários passam por avaliação especializada no Núcleo de Atendimento Ambulatorial de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (Naopme).

Segundo a terapeuta ocupacional Karla Paixão, o trabalho desempenha papel importante na prevenção de agravamentos de saúde, principalmente entre pacientes que perderam parcialmente a sensibilidade nos pés. “Quando a pessoa deixa de sentir pequenos machucados ou pontos de pressão, aumentam os riscos de feridas e outras complicações. O uso correto das palmilhas e dos calçados ajuda justamente a evitar esse tipo de problema”, explica.

As órteses podem ser produzidas por diferentes técnicas, incluindo moldes em gesso para casos mais complexos, análise da pisada e adaptações específicas para pacientes neuropáticos. Já os calçados incluem sandálias ortopédicas e modelos fechados semelhantes a tênis.

De acordo com a chefe do Nupop, Aloma Mendes, além de proporcionar mais conforto, o serviço busca preservar a autonomia dos pacientes e reduzir casos mais graves, como amputações decorrentes de lesões não tratadas. “O acompanhamento contínuo é fundamental para garantir qualidade de vida e prevenir complicações futuras”, destaca.

O atendimento é realizado na Praça do Cidadão, na estação de metrô da 114 Sul. Para acessar o serviço, o paciente precisa fazer cadastro presencial e passar por avaliação com a equipe especializada. As palmilhas são substituídas a cada seis meses, enquanto os calçados têm renovação anual, mediante novo encaminhamento médico.

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