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GDF avança na criação de parque em Brazlândia e abre debate com a população

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Uma área estratégica de preservação ambiental em Brazlândia entrou oficialmente no radar do governo para se transformar em parque distrital. A proposta foi apresentada à população na última terça-feira (15), durante consulta pública organizada pelo Instituto Brasília Ambiental, em um encontro que reuniu moradores, técnicos e representantes do poder público.

A criação da unidade ainda está em construção, inclusive no nome. Entre as sugestões em debate estão Parque Distrital das Araras e Parque Distrital das Águas, ambas ligadas às características naturais da região. A decisão final deve levar em conta a opinião da comunidade.

O projeto prevê a proteção de uma área de aproximadamente 1,6 mil hectares, com regras mais rígidas de conservação ambiental. A proposta inclui não apenas a preservação integral da biodiversidade, mas também a definição de zonas ao redor do parque onde atividades poderão ocorrer de forma controlada, sem comprometer o equilíbrio ecológico.

A nova unidade deve funcionar como extensão do Parque Ecológico Veredinha, já existente na região. A ideia ganhou força a partir de estudos realizados durante a atualização do plano de manejo da Floresta Nacional de Brasília, conduzida pelo ICMBio. O território, inclusive, já aparece no planejamento urbano do DF como área destinada à conservação.

Antes de chegar à etapa de escuta pública, o governo promoveu uma rodada de alinhamentos com diferentes órgãos para avaliar impactos e possíveis entraves, especialmente relacionados à regularização de terras. A preocupação foi evitar conflitos com ocupações antigas e garantir segurança jurídica ao projeto.

À frente do instituto, Gutemberg Gomes afirmou que a iniciativa nasce com foco na proteção de áreas sensíveis do Cerrado e dos recursos hídricos. Segundo ele, a proposta apresentada é resultado de estudos técnicos e representa uma oportunidade de ampliar a rede de conservação no Distrito Federal.

Os levantamentos ambientais realizados na área identificaram espécies vegetais raras e ameaçadas, além da presença de araras, o que reforça tanto a relevância ecológica quanto a simbologia do nome sugerido para o parque.

A equipe técnica responsável pelas unidades de conservação também destacou o peso da participação popular no processo. De acordo com a área responsável, todas as sugestões apresentadas serão analisadas e incorporadas à proposta final, que ainda passará por ajustes antes da formalização.

Entre os moradores, o clima foi de adesão à iniciativa, com defesa da preservação da área e cobrança por acompanhamento contínuo das próximas etapas. O prazo para envio de contribuições segue aberto até 17 de maio de 2026, por meio dos canais digitais do Brasília Ambiental.

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