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Rede pública do DF ganha reforço médico para ampliar capacidade de atendimento

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O avanço da demanda sobre a rede pública de saúde do Distrito Federal, impulsionado inclusive pelo atendimento a pacientes de outras unidades da Federação, tem exigido readequações na gestão e redirecionamento de recursos. Em meio a esse cenário, o GDF aposta no reforço da atenção básica, na ampliação de equipes e na busca por apoio federal para sustentar o funcionamento do sistema.

Em entrevista ao programa CB.Poder, o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, explicou que o contingenciamento orçamentário anunciado no início do ano impacta toda a estrutura do governo, mas ganha maior sensibilidade na área da saúde. Segundo ele, o fluxo interestadual de pacientes representa um peso relevante nas contas públicas. “Há uma procura muito grande de pessoas de fora, o que acaba elevando bastante os custos. A estimativa é que esse atendimento se aproxime de R$ 1 bilhão”, afirmou, em nova formulação.

Para tentar equilibrar as contas e ampliar a capacidade de resposta, a Secretaria de Saúde tem intensificado as tratativas com o Ministério da Saúde. O objetivo é garantir a habilitação de novos serviços e leitos, o que permite ampliar o repasse de recursos federais e fortalecer a rede local. De acordo com o secretário, já houve avanços recentes nesse processo, mesmo diante das limitações financeiras.

Dentro da estratégia de reorganização, o fortalecimento da atenção primária aparece como eixo central. A decisão da governadora Celina Leão de cancelar as comemorações do aniversário de Brasília e direcionar R$ 25 milhões para a contratação temporária de médicos da família foi citada como exemplo dessa prioridade. “A gente precisa investir na base do sistema. Quando a atenção primária funciona bem, o reflexo é imediato na redução da pressão sobre hospitais e serviços especializados”, explicou, em versão adaptada.

O reforço da rede também passa pela ampliação do quadro de profissionais. Ao todo, 1.154 trabalhadores foram incorporados, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem, dentistas e agentes comunitários, com a missão de ampliar a cobertura e dar mais agilidade ao atendimento.

Outro ponto considerado essencial pela pasta é a atualização dos dados dos pacientes que aguardam procedimentos. Segundo Juracy, a secretaria tem feito buscas ativas, mas a participação dos usuários é decisiva para evitar falhas de comunicação. “Muitas vezes tentamos contato e não conseguimos retorno. Por isso, é importante que quem está aguardando atendimento procure uma unidade básica ou atualize os dados pelos canais digitais”, orientou.

Além das medidas imediatas, a Secretaria de Saúde aposta na modernização dos sistemas como ferramenta para melhorar a gestão e qualificar o atendimento. A integração de informações e o uso de tecnologia são vistos como caminhos para reduzir gargalos, evitar retrabalho e garantir um acompanhamento mais eficiente dos pacientes ao longo de toda a rede.

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