A formação de mão de obra com foco direto nas demandas do mercado tem guiado uma das principais políticas públicas do Governo do Distrito Federal. Nesta segunda-feira (16), cerca de 2 mil alunos concluíram cursos profissionalizantes ofertados pelo Qualifica DF, iniciativa coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do DF, que busca reduzir a distância entre capacitação e emprego.
Mais do que uma cerimônia de entrega de certificados, o evento marcou a entrada de novos trabalhadores em um ciclo que prioriza a empregabilidade. A lógica do programa é simples: preparar profissionais para áreas onde há vagas abertas, aumentando as chances de contratação logo após o término das aulas.
A vice-governadora Celina Leão destacou que o modelo adotado tem produzido resultados práticos nas regiões administrativas. Segundo ela, o retorno vem da própria população. “Em diferentes pontos do DF, encontramos pessoas que conseguiram melhorar de vida depois de passar pelo programa. É uma iniciativa que abre portas, seja para conseguir emprego ou para começar a trabalhar por conta própria”, afirmou.
Na mesma linha, o secretário Thales Mendes explicou que o conteúdo dos cursos não é definido de forma genérica, mas orientado por dados. “A gente identifica quais funções têm mais vagas e estrutura as turmas com base nisso. Assim, o aluno sai mais preparado para ocupar essas oportunidades”, disse.
O programa também funciona como uma ponte com o setor produtivo. Após a formação, os participantes passam a ser considerados em seleções conduzidas por empresas parceiras, o que amplia a conexão entre qualificação e contratação. A alta procura reflete esse cenário: mais de 14 mil pessoas já demonstraram interesse nas próximas turmas, e a expectativa é manter a expansão ao longo do ano.
Entre os formandos, há perfis variados, de trabalhadores experientes que buscam se atualizar a jovens em busca do primeiro emprego. Também há quem veja na capacitação uma forma de formalizar habilidades que já possuía. “Eu já fazia esse tipo de serviço, mas, sem certificado, ficava mais difícil crescer. Agora tenho mais segurança para buscar algo melhor”, contou um dos alunos formados na área técnica.
Outro ponto destacado pelos participantes é o suporte oferecido durante o curso, que inclui transporte, alimentação e material didático. Para muitos, esse apoio é determinante para conseguir concluir a formação. “Sem esse tipo de ajuda, muita gente não conseguiria continuar. Aqui, a gente tem condições reais de estudar”, relatou uma aluna recém-certificada.
Com mais de 66 mil certificados emitidos desde a criação, em 2022, o Qualifica DF vem ampliando o alcance e diversificando as áreas atendidas, que vão de serviços e comércio até tecnologia e indústria. A proposta é manter o foco em cursos de curta duração, mas com aplicação imediata no mercado.
A estratégia, segundo o governo, é consolidar a qualificação como ferramenta de inclusão produtiva — não apenas oferecendo formação, mas criando caminhos concretos para geração de renda e inserção profissional no Distrito Federal.


