Militares do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal realizaram nesta quinta-feira um treinamento de resgate em edificações com o uso de aeronave. A atividade simulou o desembarque de bombeiros diretamente no terraço de prédios, técnica utilizada em operações de busca e salvamento em cenários de incêndio urbano.
Durante o exercício, os participantes executaram procedimentos de proteção de escadas e inserção rápida de equipes, estratégias que permitem acesso seguro às áreas afetadas e ampliam a capacidade de resposta em situações de emergência.
Treinamento integra curso especializado
A atividade faz parte da 2ª edição do Curso de Resgate de Bombeiros (CRB), realizado entre os dias 9 e 25 de março. A capacitação tem como objetivo preparar militares para atuar em operações de incêndio em edificações complexas, especialmente em situações em que bombeiros estejam feridos, desaparecidos ou confinados durante o combate às chamas.
O curso também capacita as equipes para realizar o resgate de vítimas em ambientes de alto risco, ampliando a eficiência das operações de salvamento em ocorrências urbanas.
Técnica pioneira no Brasil
De acordo com o Corpo de Bombeiros do DF, o curso é considerado único no Brasil nesse tipo de abordagem operacional. A metodologia é inspirada em modelos internacionais utilizados por equipes de resgate especializadas.
Nos Estados Unidos, operações semelhantes são realizadas por grupos conhecidos como Rapid Intervention Team (RIT), responsáveis por atuar em situações de emergência envolvendo bombeiros em risco durante o combate a incêndios.
No Distrito Federal, esse modelo operacional é aplicado pelas Equipes de Resgate de Bombeiros (ERB), formadas por militares treinados para intervenções rápidas em cenários críticos.
Padrão internacional de segurança
As instruções do curso seguem parâmetros internacionais recomendados pela National Fire Protection Association (NFPA), entidade sediada nos Estados Unidos dedicada ao desenvolvimento de normas e protocolos voltados à prevenção de incêndios e à redução de riscos em operações de emergência.
Segundo o Corpo de Bombeiros do DF, a adoção desses protocolos fortalece a preparação das equipes e contribui para aumentar a segurança tanto dos profissionais envolvidos nas operações quanto das vítimas atendidas em situações de emergência.


