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Educação alimentar passa a priorizar escolhas saudáveis nos restaurantes comunitários

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Os restaurantes comunitários do Distrito Federal passam a cumprir, em 2026, uma função que vai além do combate imediato à fome. A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) iniciou um calendário permanente de ações voltadas à educação alimentar e nutricional, com atividades previstas ao longo de todo o ano nas 18 unidades em funcionamento.

A iniciativa busca aproximar informação e prática cotidiana, utilizando o ambiente das refeições como espaço de orientação sobre escolhas alimentares. O tema trabalhado neste mês de fevereiro trata da alimentação saudável e das diferenças entre os tipos de alimentos, com foco na compreensão do grau de processamento dos produtos consumidos no dia a dia.

Para isso, foram elaborados materiais educativos e dinâmicas baseadas nas diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira. Entre as ferramentas utilizadas estão painéis explicativos, atividades lúdicas e conteúdos que apresentam, de forma acessível, recomendações sobre o que priorizar na alimentação, o que consumir com cautela e o que evitar.

Segundo a especialista em assistência social da Sedes-DF, Carolina Suaid, garantir acesso à informação é essencial para fortalecer a autonomia alimentar de famílias em situação de vulnerabilidade. “Quando as pessoas aprendem a diferenciar os tipos de alimentos e entendem o impacto disso na saúde, elas passam a fazer escolhas mais conscientes. Mesmo com poucos recursos, esse conhecimento permite decidir melhor o que colocar no prato”, explica.

As atividades também incluem momentos interativos conduzidos por nutricionistas, nos quais os usuários analisam diferentes alimentos classificados como in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados. A proposta é estimular a identificação prática dessas categorias e promover a reflexão sobre hábitos de consumo.

Para a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, a política de segurança alimentar precisa caminhar junto com a orientação nutricional. “Oferecer alimentação é fundamental, mas orientar também faz parte desse processo. Quando a informação chega de forma clara e próxima da realidade das pessoas, ela contribui para mudanças de hábito e acaba sendo compartilhada dentro das famílias e das comunidades”, afirma.

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