O Conselho Distrital de Segurança Pública (Condisp) voltou a se reunir na última terça-feira (27) para alinhar a atuação integrada dos órgãos responsáveis pela segurança e pela Justiça no Distrito Federal. O foco principal do encontro foi a construção de respostas mais eficazes à violência, com atenção especial às ocorrências envolvendo pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Participaram da reunião representantes das forças policiais, do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da OAB-DF e de entidades da sociedade civil. A composição plural reforça a diretriz de tratar a segurança pública de forma intersetorial, articulando prevenção, repressão qualificada e garantia de direitos.
Durante o encontro, foram analisados dados recentes da criminalidade no DF, com ênfase nos registros de homicídios ao longo de 2025. As estatísticas apontam aumento da presença de pessoas em situação de rua nesse tipo de ocorrência, tanto como vítimas quanto como autores, o que levou o colegiado a aprofundar a discussão sobre estratégias específicas para esse público.
De acordo com técnicos do Condisp, a interpretação desses números exige cautela, já que se trata de um grupo heterogêneo, exposto a múltiplos fatores de risco, como o uso abusivo de álcool e drogas, a ruptura de vínculos familiares e a convivência permanente com a violência urbana. O objetivo é compreender esse contexto antes da definição de medidas operacionais.
O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, defendeu uma resposta institucional baseada na integração entre áreas e na leitura qualificada dos dados. “A atuação do Estado deve ser firme, orientada por evidências, mas também sensível à dimensão humana do problema. O conselho busca aproximar os órgãos de segurança, o sistema de Justiça e a sociedade civil para construir soluções que preservem a ordem pública e respeitem direitos”, afirmou.
Entre as diretrizes debatidas estão o fortalecimento da cooperação entre as corporações, a qualificação das abordagens policiais e a articulação com políticas sociais já existentes. A proposta é evitar ações isoladas e promover intervenções coordenadas, capazes de reduzir conflitos e prevenir novos episódios de violência.
A mobilização do Condisp reforça o esforço do Governo do Distrito Federal em tratar a segurança pública como política permanente, sustentada por diagnóstico técnico e diálogo institucional, reconhecendo que o enfrentamento da violência exige respostas que integrem dimensões criminais e sociais.


