As famílias de estudantes da rede pública do Distrito Federal começam a receber, a partir de 2 de fevereiro, o crédito do Cartão Material Escolar (CME). A liberação dá início à execução do programa em 2026, que deve beneficiar cerca de 172 mil alunos e injetar aproximadamente R$ 52 milhões no comércio local.
O calendário e as diretrizes do CME foram apresentados durante reunião realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal, com a presença de gestores públicos, representantes da área educacional e empresários de papelarias credenciadas.
Durante o encontro, a vice-governadora Celina Leão destacou que o modelo de transferência de renda adotado pelo DF vai além do apoio social, gerando impacto direto na economia das regiões administrativas. Segundo ela, o uso de cartões assegura autonomia às famílias e fortalece pequenos empreendedores. “Quando o governo transfere recursos por meio de cartões, ele respeita a autonomia das famílias e, ao mesmo tempo, faz o dinheiro circular no comércio da própria comunidade. Isso gera renda, fortalece pequenos negócios e assegura dignidade a quem recebe”, afirmou.
De acordo com a vice-governadora, o Distrito Federal mantém atualmente 16 programas sociais operados por cartões, que juntos já somam mais de R$ 1,5 bilhão em investimentos, consolidando um modelo mais eficiente e flexível em relação às políticas adotadas no passado.
A reunião também teve caráter técnico. Foram apresentados os prazos do edital de chamamento público, os valores do benefício e as melhorias no sistema de pagamento utilizado pelas empresas credenciadas. As papelarias habilitadas para o CME 2026 receberam as maquinetas BRBPay, operadas pelo Banco de Brasília, com novas funcionalidades para dar mais agilidade às transações.
Criado em 2019, o Cartão Material Escolar substituiu o antigo modelo de kits padronizados, permitindo que as famílias escolham os itens da lista oficial conforme a real necessidade dos estudantes. No primeiro ano, pouco mais de 64 mil alunos foram atendidos. Em 2025, o número chegou a 167 mil e já foi superado neste ano, segundo dados preliminares.
A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, ressaltou que a ampliação do programa reflete diretamente na rotina escolar dos alunos. “Esse crescimento mostra que estamos alcançando mais estudantes e garantindo que eles cheguem à sala de aula em condições mais justas. O aluno passa a utilizar um material escolhido pela própria família, o que faz diferença no processo educativo”, avaliou.
O benefício é destinado a estudantes de 4 a 17 anos, matriculados na rede pública e pertencentes a famílias inscritas no Programa Bolsa Família. Os valores variam conforme a etapa de ensino: R$ 320 para educação infantil e ensino fundamental e R$ 240 para o ensino médio.
Atualmente, quase 500 papelarias estão credenciadas no programa em todo o Distrito Federal. Para a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, o CME também atua como instrumento de estímulo à economia local. “Além de apoiar as famílias, o Cartão Material Escolar fortalece o comércio local. Nossa meta é ampliar ainda mais a rede de papelarias credenciadas, facilitando o acesso e mantendo os recursos circulando nas regiões administrativas”, afirmou.
A lista completa dos estabelecimentos credenciados está disponível no site da Secretaria de Educação do Distrito Federal.


