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11 sumiu do santinho: saia-justa na reta final da eleição no DF

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A reta final da campanha eleitoral no Distrito Federal trouxe uma saia-justa ruidosa nos bastidores do grupo governista. O candidato a deputado distrital Cristiano Araújo (MDB) passou a distribuir santinhos e materiais impressos sem qualquer menção à governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), omitindo também o número 11 da chapa majoritária.

O gesto provocou desconforto entre aliados e integrantes da coligação. A surpresa se deve ao histórico recente: além de ter ocupado a Secretaria de Turismo do DF até março deste ano — como integrante do primeiro escalão da atual gestão —, Cristiano teve a própria Celina em seu palanque de lançamento de campanha, ao lado de nomes como Michelle Bolsonaro (PL), Bia Kicis (PL) e Rafael Prudente (MDB).

A ausência da imagem e do número da governadora nas peças de mão entregues aos eleitores passou a ser lida na base aliada como um sinal de distanciamento tático na véspera da votação.

Incoerência e racha silencioso

Nos bastidores da política brasiliense, a opção do candidato emedebista causou estranheza pela dinâmica tradicional das disputas proporcionais. O movimento padrão de candidatos a deputado é colar a própria imagem na liderança da chapa majoritária para herdar votos e consolidar a identificação do eleitorado com o governo.

O movimento de Cristiano destoa ainda mais pelo cenário das pesquisas de intenção de voto no DF, que apontam Celina Leão na liderança da corrida ao Palácio do Buriti. Para interlocutores do governo, “esconder” a governadora no momento em que ela busca consolidar a vitória no primeiro turno foi interpretado como falta de reciprocidade política.

‘Cada um por si’ ou cálculo de bastidor?

Entre aliados e estrategistas da campanha governista, a atitude de Cristiano Araújo é avaliada sob duas hipóteses principais:

  • Foco exclusivo na vaga proporcional: Diante da disputa acirrada pelas 24 cadeiras da Câmara Legislativa do DF (CLDF), o candidato teria optado por dar 100% de destaque ao seu próprio número (15015) para evitar dispersão visual no papel.

  • Pragmatismo eleitoral: Nos bastidores mais desconfiados, a omissão do 11 é vista como uma tentativa de dialogar com eleitores indecisos ou refratários à atual gestão, mantendo o candidato “neutro” na reta final.

Até o momento, nem o candidato nem sua equipe de marketing se pronunciaram oficialmente sobre a opção de layout dos panfletos. No grupo político de Celina Leão, contudo, o episódio já é tratado como o clássico “cada um por si” da reta final — em que a parceria do palanque não chegou às mãos do eleitor.

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