O papa Leão XIV passou por uma cirurgia nesta terça-feira (13) para retirar o lobo inferior do pulmão direito, após exames indicarem a presença de um adenocarcinoma pulmonar. Segundo informações atribuídas à Santa Sé, o procedimento foi concluído com sucesso, sem complicações, e o pontífice despertou normalmente após a intervenção.
A confirmação da doença teria ocorrido durante a operação, por meio de um exame histológico realizado pela equipe médica. De acordo com o boletim divulgado pelo Vaticano, a retirada do lobo inferior do pulmão direito foi realizada com o auxílio de uma técnica videoassistida para remover a região afetada.
O procedimento durou cerca de uma hora e meia, mas o papa permaneceu aproximadamente três horas na sala cirúrgica. Após um período de observação, ele retornou ao quarto, localizado no décimo andar do hospital. A equipe responsável foi coordenada pelo professor Stefano Margaritora, e o comunicado médico também foi assinado por Luigi Carbone.
Até o momento descrito no relato, a Santa Sé não havia divulgado informações detalhadas sobre o estágio do câncer, o prognóstico em longo prazo ou a necessidade de tratamentos adicionais.
O adenocarcinoma pulmonar é um tipo de tumor que se desenvolve nas células glandulares do pulmão. A retirada do lobo inferior direito não significa que metade do órgão tenha sido removida: o pulmão direito possui três lobos, e a cirurgia descrita atingiu apenas a porção inferior.
No domingo (11), Leão XIV teria contado aos fiéis que exames recentes identificaram um nódulo no pulmão. Na ocasião, segundo o relato, afirmou que a lesão havia sido detectada em estágio inicial e que, após avaliação médica, decidiu seguir a recomendação de realizar a cirurgia.
O pontífice também teria agradecido pelas manifestações de carinho e pedido orações durante o tratamento. Em razão da intervenção, os compromissos públicos teriam sido cancelados até 20 de outubro. Antes da cirurgia, o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, teria estimado que a recuperação levaria aproximadamente uma semana.
Mesmo durante a internação, Leão XIV poderia manter algumas atividades de trabalho, conforme informações anteriores atribuídas à Santa Sé.
O estado de saúde do papa também desperta atenção para a viagem prevista à América do Sul entre 6 e 17 de novembro. O itinerário mencionado inclui Peru, Uruguai e Argentina, mas, até a última atualização descrita no relato, o Vaticano não havia anunciado mudanças na programação.
A viagem tem um significado especial para o pontífice. Antes de ser eleito papa, Robert Prevost viveu por cerca de 20 anos no Peru, onde atuou como missionário e bispo. A realização do itinerário dependerá da evolução de sua recuperação e das orientações da equipe médica.



