A reta final da eleição presidencial passou a contar, nesta terça-feira (6), com a participação direta de Ronaldo Caiado (PSD) na campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Em Goiânia, o ex-governador de Goiás reuniu aliados e recebeu o candidato do PL para formalizar o apoio à candidatura no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O encontro ocorreu no comitê de Daniel Vilela (MDB), governador reeleito de Goiás. Também estiveram presentes Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador reeleito de São Paulo, além de prefeitos e parlamentares ligados ao grupo político de Caiado.
A presença das lideranças marcou a primeira agenda pública de Caiado com Flávio após o senador avançar para a segunda etapa da eleição. Na véspera, os dois haviam conversado por telefone sobre a adesão do ex-governador à candidatura do PL.
Durante o encontro, Caiado afirmou que não pretende apenas declarar voto, mas participar da mobilização eleitoral. Segundo ele, seus aliados estão preparados para levar a campanha de Flávio a diferentes partes do país. “Nossa decisão é estar junto de você nesta eleição. Vamos colocar nosso grupo à disposição e trabalhar onde for necessário para defender um Estado que enfrente o crime e não aceite a corrupção”, afirmou.
O ex-governador também retomou a relação política com Jair Bolsonaro. Ao falar sobre o ex-presidente, lembrou que os dois foram colegas no Congresso por mais de duas décadas e afirmou que a convivência foi marcada pela independência. “Foram mais de 20 anos dividindo o Congresso, sempre com respeito. Eu e Bolsonaro nunca tivemos uma postura de submissão e procuramos seguir a vida pública com independência e honestidade”, declarou.
A situação do ex-presidente foi um dos principais temas do discurso. Caiado pediu que Flávio, caso seja eleito, conceda anistia ao pai. “Se você chegar à Presidência, faça o que eu faria: dê a anistia ao seu pai. Essa é uma posição que venho defendendo em diferentes lugares e que mantenho até hoje”, disse.
Caiado também voltou a criticar Lula. Ao mencionar episódios como o mensalão e o petrolão, afirmou que o atual presidente não representa, na avaliação dele, o caminho que considera adequado para o país. “Lula, na minha visão, o seu governo tirou dos brasileiros a expectativa de um futuro melhor. Depois de tudo o que aconteceu no mensalão e no petrolão, precisamos mudar esse rumo e trabalhar pela eleição de Flávio”, afirmou.
A manifestação ocorre depois de Caiado encerrar sua própria campanha presidencial no primeiro turno. Candidato pelo PSD, ele terminou a votação em quinto lugar, com cerca de 2,6 milhões de votos, o equivalente a 2,18%.
Na primeira etapa, o ex-governador ficou atrás de Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão). Com a ida de Flávio ao segundo turno, Caiado passou a integrar o grupo de ex-candidatos que definiram apoio ao senador.
Um dia antes do anúncio em Goiânia, Romeu Zema (Novo), que terminou o primeiro turno na sexta colocação, também havia declarado apoio a Flávio.



