Enviar dinheiro entre o Brasil e a zona do euro poderá ficar mais simples com uma possível expansão das conexões do Pix. Uma iniciativa em discussão prevê aproximar o sistema brasileiro da plataforma europeia de pagamentos instantâneos, com a perspectiva de acelerar operações e diminuir custos.
O projeto envolve o Banco Central do Brasil (BCB) e o Banco Central Europeu (BCE), que estudam a interoperabilidade entre o Pix e o TARGET Instant Payment Settlement (TIPS). A análise deverá mostrar se as duas infraestruturas públicas podem funcionar de maneira integrada.
A conexão teria reflexos em diferentes operações financeiras realizadas entre brasileiros e europeus. Entre elas estão o envio de remessas, as operações comerciais e as transações relacionadas ao turismo internacional.
Um dos objetivos é reduzir a quantidade de intermediários envolvidos nessas operações. Esse processo poderá diminuir etapas que atualmente tornam determinadas transferências internacionais mais demoradas e elevam seus custos.
Apesar das tratativas, a conexão ainda depende de estudos. Os bancos centrais deverão avaliar questões tecnológicas e regulatórias antes de definir se a integração poderá efetivamente sair do papel.
A discussão acompanha iniciativas internacionais voltadas à modernização dos pagamentos entre países e à busca por transações transfronteiriças mais eficientes.
Além de aproximar os sistemas brasileiro e europeu, uma eventual integração poderá representar mais um passo na expansão internacional do Pix. Se o modelo for considerado viável, a experiência poderá servir de referência para futuras conexões com outras plataformas de pagamentos instantâneos.



